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Rabiscos Soltos

#FIquemEmCasa Em tempos de isolamento social um blog pode ser uma janela para mundo. Fiquem em casa. Leiam. Escrevam. Ajudem. Sejam melhores. Sejam maiores. Mas fiquem em casa.

Rabiscos Soltos

#FIquemEmCasa Em tempos de isolamento social um blog pode ser uma janela para mundo. Fiquem em casa. Leiam. Escrevam. Ajudem. Sejam melhores. Sejam maiores. Mas fiquem em casa.

dOS DIAS IMPORTANTES

18.12.19, P.
Os dias importantes, aqueles que mudam a vida, não são tantos assim. Lembrarmo-nos-emos todos do dia 11 de Setembro como um dos dias que mudou o mundo. Mas não é desses dias que falo. Falo dos dias que mudam a vida de cada um de nós. Falo dos dias em que nasceram os filhos, em que conhecemos (ou nos apercebemos que aquela pessoa é) o amor das nossas vidas. Falo dos dias em que recebemos aquela notícia que revirou a vida do avesso e após a qual nada pode voltar a ser o mesmo. Falo (...)

da invisibilidade

28.11.19, P.
O que nos leva a fixar alguém no meio de uma multidão? Provavelmente já vos aconteceu. Seja no comboio que apanham todos os dias para o trabalho, no estádio onde têm lugar cativo, na igreja que frequentam semanalmente ou simplesmente no café da esquina, provavelmente já repararam numa pessoa que encontram de forma recorrente e que vos desperta interesse.  Lembro-me de quando morava no outro lado do rio, e todos os dias o atravessava no comboio, encontrar sempre, somos afinal (...)

As mulheres, essas cabras...

17.10.19, P.
Ontem, li a seguinte pérola no Twitter: "as mulheres juntas sem homens por perto são terríveis sei por longa experiência profissional. Uma equipa jamais pode ser constituída só por mulheres. Esta é uma verdade absoluta que deveria ser ensinada na 1º aula de qq curso de gestão. Vivem em permanente competição." E continuada "E a competição entre mulheres é altamente tóxica sem princípios tipo luta livre vale tudo" "As mulheres sem homens" não se controlam. São (...)

Como ser invisível em 3 passos

12.11.18, P.
1. Criar todas as contas possíveis e imaginárias nas redes sociais. Privilegiar o facebook e pedir abóboras virtuais aos amigos (cada vez mais) virtuais. 2. Publicar apenas fotos de gatinhos ou outras coisas igualmente chatas - Gatinhos e música de elevador - algo inócuo e não polémico, fazer publicações numa base regular (isto convém ser feito de forma gradual, menos gente dá conta e às tantas já se habituaram a que o teu perfil não tem nada de interesse) 3. Poucas (...)

cenas da vida moderna

20.06.18, P.
Não és feminista, és feminazi Se não és por mim, és contra mim Se não pensas como eu, estás errada Se defendes os animais... então e as crianças? Se defendes as crianças... então e os velhos? Se condenas uma acção dos EUA... então mas nunca falaste do bangladesh? Se és contra a tourada... então e a tradição? E as crianças? Se partilhas uma notícia que foi divulgada num jornal respeitável... és burra porque acreditas nos media tradicionais e eu é que sei Não (...)

Nunca sei se a ignorância é uma bênção ou se é apenas muito atrevida

30.11.17, P.
As putas das certezas que temos em teoria......caem por terra assim que a realidade entra em acção. Decisões que nos parecem fáceis, em teoria, questões sobre as quais temos uma opinião, uma certeza, e que às vezes até votamos em forma de referendo e, com a democracia em vigor,  a que damos força de lei transformam-se em dúvidas, em temas em que não queremos pensar. Quem tem a capacidade de decidir sobre o direito que uma mulher tem de fazer um aborto ou de alguém optar pela (...)

Com linguagem imprópria para gente sensível (zinha).

03.08.17, P.
Há quem fique muito surpreendido quando me ouve a dizer palavrões mas isso é só porque não me conhece realmente bem. Na verdade sou um género de "camionista mental" que manda muita gente à merda (ou para outros sítios igualmente simpáticos) em pensamento e que, de uma forma mais ou menos silenciosa, usa muito expressão "puta que pariu". Se estou irritada, mas num dia bom, sai-me (ou penso) às vezes um "era dar-lhe com um gato morto nas trombas até o desgraçado miar" (o gato, (...)

Eu, ele, um gato e um sofá

03.05.17, P.
Ora, no sofá cabemos os três, às vezes não se sabe bem de quem é aquela perna mas algures por ali há um gato. Geralmente o gato está no meu colo. Mas assim que ele se levanta, o gato salta do meu colo (ou de onde quer que esteja deitado), aninha-se por depressa no lugar que ele deixou vago e finge estar a dormir. Juro. Chega a esconder a cabeça nas patas e fechar os olhos. Ou fica na posição de esfinge, de olhos fechados. 15 segundo é o tempo que o meu gato leva a ocupar, à (...)