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Rabiscos Soltos

#FIquemEmCasa Em tempos de isolamento social um blog pode ser uma janela para mundo. Fiquem em casa. Leiam. Escrevam. Ajudem. Sejam melhores. Sejam maiores. Mas fiquem em casa.

Rabiscos Soltos

#FIquemEmCasa Em tempos de isolamento social um blog pode ser uma janela para mundo. Fiquem em casa. Leiam. Escrevam. Ajudem. Sejam melhores. Sejam maiores. Mas fiquem em casa.

em teletrabalho

31.03.20, P.
Não é, para mim, propriamente uma novidade. Trabalho "de casa" com alguma regularidade e, por isso, não passei por nenhum período de adaptação, não tive qualquer dificuldade logística ou informática.  Bem, na verdade, como agora somos 2 em teletrabalho simultâneo tivemos que fazer algum investimento para transformar a sala num escritório para 2. Cadeiras confortáveis para 2, ecrãs para 2 (só tínhamos 1 mas foi só ir à empresa buscar o outro) e depois desistir de ter mesa (...)

...

28.03.20, P.
Não sei quanto a vocês mas eu começo a sentir-me sobrecarregada com informação. E ainda assim tenho uma dificuldade enorme em parar de a consumir. Como se saber os números do COVID no nosso e noutros países pudesse ajudar nalguma coisa. Como se ajudasse a ter o controlo sobre alguma coisa. E acabo por ver o mesmo, vezes sem conta. Apetece-me desligar tudo por uns dias. Parar. Ficar em verdadeiro isolamento social. Parece que agora, mais que nunca, a comunicação é uma coisa (...)

Voto para cancelar o Natal

10.12.18, P.
Diz que o Natal é época de paz e amor, de família e confraternização.  Na verdade é mas é uma data em que a vida atira à cara de quem não tem nada disso o facto de, precisamente, não o ter.  Não há nada mais triste que ser lembrado do que não temos, seja família, seja carinho, seja saúde, seja felicidade. Natal é época de atirar migalhinhas de calor e caridade a quem passa todos os outros dias sem isso. É dar com uma mão e tirar com a outra. É obrigar quem lhe (...)

Disclaimers aos molhos

20.09.18, P.
O tema deste regresso é uma das razões pela qual este blog está quase morto. Não, não é a preguiça, que é obviamente a razão principal para não escrever, nem a falta de tema, apesar de nem sempre poder desabafar por aqui como gostaria (mania da privacidade, confidencialidade a que o meu trabalho obriga e que me inibe de falar sobre as coisas de que realmente sei). O tema deste post é esta obrigação de fazermos declarações de intenção a torto e a direito. Sim, as palavras (...)

Nunca sei se a ignorância é uma bênção ou se é apenas muito atrevida

30.11.17, P.
As putas das certezas que temos em teoria......caem por terra assim que a realidade entra em acção. Decisões que nos parecem fáceis, em teoria, questões sobre as quais temos uma opinião, uma certeza, e que às vezes até votamos em forma de referendo e, com a democracia em vigor,  a que damos força de lei transformam-se em dúvidas, em temas em que não queremos pensar. Quem tem a capacidade de decidir sobre o direito que uma mulher tem de fazer um aborto ou de alguém optar pela (...)

Procrastinar, versão adulto

08.10.17, P.
Trazer, voluntariamente, trabalho para fazer no fim de semana é sintoma do muito que tenho para fazer num prazo relativamente curto. Terei que fazer, ao longo das próximas semanas, boa parte do que tenho para fazer fora das horas normais de expediente. Ninguém tem culpa, ninguém me pode ajudar, são prazos definidos internacionalmente que o obrigam, é um facto e não há muito a fazer nem a discutir. Claro que, assim que pensei em abrir o computador para trabalhar um pouco, vi logo (...)

O meu sofá está a tentar matar-me

04.10.17, P.
Não sei que lhe fiz, não compreendo a razão da vingança, mas a verdade é que o meu sofá está a tentar matar-me. E eu, que o trato tão bem nem sequer deixo que o gato o arranhe. Mas o cabrão tentou matar-me. Já é a segunda vez esta semana. Tou aqui com um torcicolo que não consigo olhar para a esquerda, o que não dá jeito nenhum. Para além de parecer um robot ainda cheiro a Voltaren. Só para que conste, isto não é publicidade (a marca não me deu/pediu/ofereceu nada) mas (...)

dias cinzentos

04.09.17, P.
Que Setembro chegue (eu sei que já é dia 4, ok?) com a esperança dos recomeços. Para mim o Ano começa mais em Setembro que em Janeiro, fui estudante a maior parte da minha vida e filha de professora o resto do tempo, sempre andei ao ritmo dos anos lectivos e nem agora isso muda.  Mas, dizia eu, que Setembro traga de volta a chuva e a esperança. Que nos tragas folhas brancas onde escrever, que nos traga noites mais longas, cheiro a terra molhada (um clássico, eu sei) e energia. Não (...)

Novelas mexicanas

31.03.17, P.
Todos os dias há mais uma polémica nas redes sociais. Labaredas de fogo-fátuo que no dia seguinte ninguém já se lembra, de tão ocupados com a nova polémica que surgiu. Seguir algumas destas polémicas é mais ou menos a mesma coisa que seguir uma novela mexicana. Há os protagonistas, os personagens secundários, o núcleo do humor e o vilão. Há, do outro lado da barricada, quem assista no sofá, quem opine nas revistas da especialidade (aka facebook e/ou Twitter), há quem veja (...)

A linha ténue entre coentros e gente

23.02.16, P.
Quando trago da horta coentros, daqueles que cheiram realmente a coentros e sabem realmente a coentros, não consigo deixar de pensar em certas pessoas que se acham tão especiais, tão genuínas, tão qualquer coisa e depois não passam de coentros de supermercado, sem cheiro nem sabor.  (Falei em coentros, podia ter falado em salsa ou em nêsperas - a maioria das pessoas não faz ideia a que sabe qualquer uma destas três coisas apesar de as comprar regularmente)