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Rabiscos Soltos

#FIquemEmCasa Em tempos de isolamento social um blog pode ser uma janela para mundo. Fiquem em casa. Leiam. Escrevam. Ajudem. Sejam melhores. Sejam maiores. Mas fiquem em casa.

Rabiscos Soltos

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pensem, antes de começar a fazer fita

27.11.15, P.

Vá, pessoas, deixemo-nos de fitas: (alguns) refugiados não querem vir para Portugal e então? Está tudo muito ofendido com isso não é?

Eu, se estivesse na pele deles, também não quereria vir para cá. 

Se eles souberem que existimos (eu sei que toda a gente tem obrigação de conhecer o nosso país, somos os maiores, bla, blá, blá mas antes de se ofenderem digam baixinho, sem cabular, todos os países da Europa - se disseram os 50 podem continuar ofendidos, caso contrário calem o bico) provavelmente também sabem todas as dificuldades que temos, sabem o valor do salário minímo, sabem a taxa de desemprego, sabem que a nossa taxa de emigração é elevadíssima. Basicamente sabem que vão ter dificuldade em aprender a língua, sabem que há pouca gente que fale Árabe, que dificilmente conseguirão emprego e que mesmo que o consigam dificilmente conseguirão um bom nível de vida. Sabem que vir para Portugal é continuar "refugiado" por muito tempo.  

O nosso país é brutal: temos uma qualidade de vida muito boa (se tivermos alguma sorte, nomeadamente a de ter emprego), temos calor quase todo o ano, um céu azul e um sol maravilhoso. Mas, amigos, isso é o que o turista quer, não o que o refugiado precisa.

Qual é a surpresa de não sermos a primeira escolha dos refugiados?

 

Deixem-se de merdas e de ser como aquelas pessoas que quando dão um tostão a um sem abrigo (já agora, vocês que são tão contra a vinda de refugiados porque temos sem-abrigos, têm feito a vossa boa acção do dia?) dizem-lhe que tem que ser para comidinha. A partir do momento em que lhes dão o dinheiro, o dinheiro deixa de ser vosso e eles podem fazer o que quiserem com ele. (já numa associação a história é outra, não comparemos, sim?). Querem oferecer comida? Paguem-lhes o almoço ou o jantar ou contribuam para uma associação como a comunidade vida e paz.

Ajudar alguém não é humilhá-lo tratando-o como alguém que tem que aceitar tudo, sem ter direito a ter voz própria. Não querem ajudar, não ajudem mas não se armem em virgens ofendidas.

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