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Rabiscos Soltos

O mundo.. a que distância?

16.08.19 | P.

Facto: não é possível ter acesso ao mundo através dos canais (TV) noticiosos portugueses. Simplesmente, não é.

Os nervos, senhores, os nervos que é ouvir vezes sem conta as mesmas reportagens, ouvir noticias requentadas até à loucura, ouvir a mesma frase repetida em TODOS os canais de notícias, perceber que por cá, o mundo chega com atraso de muitas horas. 

Durante a noite pode falar-se ininterruptamente de futebol mas de mais nada. E quando se começa a falar de outras coisas é apenas para repetir, até ao enjoo, o que se disse ontem.

O mundo até pode acordar antes das 8h mas não por cá. Muito poucas são as novidades antes dessa hora. E não me lixem, o mundo é enorme, imensas coisas aconteceram, só que os canais de notícias não estão preparados ainda para falar delas. 

E acreditem, eu não culpo os jornalistas. Eu até acredito que não lhes paguem, nem lhes dêem condições para estar em cima dos assuntos e com algo para dizer às 06h da manhã. 

Mas em 2019, quando o mundo está à distância de um click, começa a tornar-se dolorosamente óbvio que a TV começa a perder a pedalada para a coisa. 

Plataformas como o Twitter permitem que, quem tem vontade de construir uma rede interessante, consiga rapidamente e a qualquer hora ter acesso ao que se está a passar no mundo, a discutir por cá ou por qualquer outro sítio ou, na pior da hipótese, não vomitar por ver pela milionésima vez o mesmo ministro a fazer o mesmo discurso.

E isto é triste e preocupante porque a grande maioria dos portugueses não tem acesso a estas plataformas e acaba por estupidificar em frente a esta TV. E não há falta de tempo para falar de tudo o que se passa por esse mundo fora, para falar de arte ou literatura, para falar de cultura ou de ciência. Não há é nem dinheiro ou vontade para tal. 

 

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