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Rabiscos Soltos

Finalmente acabou

27.12.16 | P.

Falo do The Voice PT. Foi penoso assistir às últimas galas (valha-nos a possibilidade de ver em diferido e passar à frente tudo o que não interessa - e é muito).

Eu cresci numa aldeia onde eu era a ave rara que não ouvia música pimba. Não gostava de bailaricos, só ia aos da minha aldeia. Os meus amigos não conheciam a minha música e eu não conhecia a deles. As influências familiares a nível da música eram algo peculiares porque a pessoa mais próxima de mim gostava especialmente de música clássica, coisa que não me interessava nada, pelo que a convivência músical não era fácil. Além disso sempre me interessei pelos poemas das músicas e parte do meu tempo dedicado à musica era passado a passar letras para o papel e a traduzi-las. Os meus amigos traziam-me letras de bandas que eu não conhecia para traduzir.

Depois, quando cresci mais um pouco, continuei a ser a pessoa estranha que ouvia música portuguesa, brasileira ou arrastava amigos em buscas estranhas por cd's de gente que ninguém conhecia (um amigo meu ainda fala da noite em busca do CD da KT Thunstall que ainda hoje é um dos meus favoritos e gostar de jazz é sinónimo de "estranha").

Dou e sempre dei imensa importância aos poemas das músicas (talvez por isso o Nobel da Literatura não me tenha chateado nada) e por isso dou tanta importância à música portuguesa. 

Por isso até perdoo ao the voice pt o facto de tranformarem isto num programa de coitadinhos, de tenho mais amigos que tu, os meus amigos têm mais saldo do qe tu, as miúdas gostam mais de mim do que te ti. Perdoo o facto de parte do programa rodar mais à volta dos mentores do que dos miúdos. 

Mas não perdoo o facto de 90% da música que aqui se ouve ser em Inglês. 

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