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Rabiscos Soltos

#FIquemEmCasa Em tempos de isolamento social um blog pode ser uma janela para mundo. Fiquem em casa. Leiam. Escrevam. Ajudem. Sejam melhores. Sejam maiores. Mas fiquem em casa.

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Feminismo bom, feminismo mau

15.01.18, P.

Portugal, Mundo, 2018. O feminismo está na ordem do dia e todos, todos, defendem que o seu é o bom. Depois há o outro.

Acho que devo começar este post com um disclamer: eu defendo a igualdade de género, a violação é crime.

Pronto, disclamer feito, posso começar a criticar e vou ter toda a razão do meu lado, porque já disse e ficou registado: eu defendo o tipo de feminismo certo.

E agora posso atacar essas feministas histéricas, extremistas, que querem à força direitos, essa coisa estranha. E que se me criticarem, estão a tentar acabar com o meu direito à liberdade de expressão, de opinião (mas nunca se esqueçam que eu sou feminista, e das feministas que defende o feminismo certo).

E se está na constituição que todos têm direitos iguais, que mais querem? Já está consagrado na lei. Os direitos são iguais para todos. Ai que chatas, essa mania de mulheres e homens ganham salários diferentes para trabalhos iguais, essa mania que violência doméstica pende sempre para o lado feminino. Olhem, até conheço um homem, que ganha menos que a mulher e outro que já levou um estalo da mulher (que choninhas, pá, então mas o gajo deixa que a tipa lhe dê um estalo?). Pronto, está provado. Não é preciso essa coisa do feminismo, que é cena de histéricas nas redes sociais. Mas eu não sou machista, que cá para mim são todos iguais. Há muito homem que também é feminista histérica. Viram? Eu defendo o feminismo certo. São todos iguais.

Pronto, agora a sério. Sim, eu sou feminista mas não desse género de feminismo que precisa de se vestir de negro e vai buscar cenas ao passado. Não podemos antes fazer um ponto e zero e dizer: daqui para a frente é que é, já não há cá mãozinhas, nem bocas, nem pilas onde não devem estar? Agora mudar as regras a meio do jogo, fica mal, estraga vidas e ninguém aqui quer estragar vidas, pois não? Somos todos iguais.

Ficamos combinados, então? Defendemos o feminismo certo, mas baixinho, assim como fica bem às mulheres. Ladies, a malta quer é ladies (e se querem falar das putas na cama, só vos digo, que essas, essas, tiveram sorte e subiram na carreira. E agora queixam-se. putas, pá).

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