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Rabiscos Soltos

do excesso (I)

08.01.17 | P.

Sempre ouvi dizer que "não há fome que não dê em fartura" mas sinceramente começo a acreditar que o contrário é mais verdadeiro. Enfim, a sabedoria popular não pode acertar sempre, não é?

Estou tão fartinha dos excessos. Tudo se vive como se hoje fosse o último dia, como se aquela conversa, aquela atitude fosse a mais importante da vida. Vivemos acima de tudo a achar que somos a última coca-cola do deserto. Não o somos. Nem eu, nem tu, nem sequer aquela pseudo-estrela das capas das revistas o é.

Eu sei que também sou excessiva em tanta coisa, levo sempre tudo muito a peito mas o tempo, a vida, as experiências ensinaram-me a fazer, diariamente, um exercício de humildade, de relativizar.

Deixar de perder tempo com merdices é talvez a minha grande resolução da actualidade. Quando o consigo chego ao final do dia mais feliz. 

Porque a verdade é qua amanhã já ninguém se lembra. Amanhã voltamos à programação habitual e pronto.