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Rabiscos Soltos

polos iguais repelem-se

20.06.17 | P.

Há quem não perceba que duas pessoas que gostam das mesmas coisas ou têm a mesma opinião em relação a algumas coisas  não têm, necessariamente que ser amigas. Há diferenças irreconciliáveis e pessoas, cujos valores são tão diferentes dos meus, de quem sou incapaz de ser amiga mas a maioria dos meus amigos são bastante diferentes de mim. 

As diferenças atraem-me muito mais que as semelhanças.

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19.06.17 | P.

Horas e horas a remoer. Tanta coisa a dizer. Tanta asneira por aí que me apetece reclamar, bater, discutir. Tanto orgulho e tanta vergonha alheia. Cheguei até a escrever um post. Retirei-o por culpa, por vergonha. A culpa, a vergonha de quem teve sorte e não tem a vida destruida por tudo isto.

Porque nada disto é sobre nós. Nada disto é sobre quem está a escrever na net, a ler notícias, a discutir (pseudo) soluções.  

A triste verdade

06.06.17 | P.

Quem me conhece há uns anos (vá, para efeitos estatísticos consideremos uns 20) dirá que estou muito mais calma e ponderada. Que já não expludo com tanta facilidade, que já consigo virar as coisas e sair de uma discussão, que perco menos vezes a razão põe ser emotiva e que cresci imenso.

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Na verdade, passo a vida a revirar os olhos mentalmente, a mandar - em silêncio - gente à merda e a outros sítios igualmente interessantes. Simplesmente, cada vez tenho menos paciência para a maioria das pessoas que me rodeiam e já "desisti" da maioria dos meus conhecidos há muito.

26

03.06.17 | P.

persistência da memória.png

26 anos. Mais, muito mais de metade da minha vida.

E este ano, este Persistência da Memória ganhou um novo significado na minha vida.

Chama-se sorte

01.06.17 | P.

Irrita-me um bocadinho quando oiço falar da actual grandeza de Portugal com um discurso que começa no europeu de futebol e acaba no festival da canção.

Não me interpretem mal, curti milhões que a selecção ganhasse o europeu à França e que o Salvador ganhasse o festival. Mas a selecção ganhou mal e porcamente, não jogaram (quase) nada mas tiveram a estrelinha do seu lado e ganharam e nós festejámos e o CR pôde acrescentar o troféu ao palmarés de melhor do mundo (e esse título é dele, não nosso) e o Salvador ganhou por ele (e pela irmã), ganhou porque o resto era tudo uma merda e ele é bom (ando a ouvir em repeat o seu álbum excuse me) e diferente (e também aqui a sorte esteve do "nosso" lado) mas não vale a pena ter ilusões, a música portuguesa vai continuar a ser maltratada e os melhores vão continuar a não vender pela única razão de que a maioria das pessoas que compra e vai aos concertos gosta mesmo é de música pimba (e se não acreditam nisso só tenho para vos dizer "não conhecem muita gente, pois não?").

Ainda bem que o país começa a ter orgulho em si próprio mas devia tê-lo pelas razões certas. Porque nós somos bons e competentes e reconhecidos em tantas coisas (e maus também) e evoluímos tanto e desenrascamo-nos como ninguém e depois diminuímo-nos vangloriando-nos de coisas onde não fomos assim tão bons, que não interessam assim tanto, que são vitórias mais pessoais que colectivas ou que são puro golpe de sorte.