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Rabiscos Soltos

realidade alternativa

11.11.15 | P.

A minha esteticista vive numa realidade alternativa. Não percebo metade do ela diz e vejo-me com frequência a pensar no que raio estará ela a falar. E confesso que às vezes tenho medo.

Já é Natal?

11.11.15 | P.

Para muitos hoje é quase Natal, a queda de ontem foi um presente e é dia de brincadeira e felicidade.

Para outros é como a minha prima que quando era miúda se recusava até a abrir uma prenda se desconfiava que lá dentro estava uma boneca - uma desilusão.

 

Euestou no grupo "nin", não questiono legitimidade, estou expectante com um governo de esquerda mas não pulo de felicidade que há cenas que me custam engolir.

E apesar de ter duvidado do acordo (nunca pensei que se entendessem) espero que provem que é possível governar de forma diferente, atingindo os objectivos certos e priorizando o correcto.

De qualquer forma os próximos meses serão divertidos (e ver tanta gente ter que ser coerente com as asneiradas que disseram durante esta semana também, mas desconfio que isso é história de outros post).

Ora vamos lá falar a sério sobre livros e vícios...

10.11.15 | P.

Eu não sou viciada em livros. Não tenho qualquer problema que envolva compra e consumo de livros. O consumo (que no meu caso é moderado) de livros é benéfico para a minha vida. Aliás é terapêutico. O cérebro é um músculo e como qualquer músculo tem que ser exercitado caso contrário atrofia. E eu leio como forma de exercitar o cérebro. Fazer meia ou uma hora de exercício é recomentado pelo médico, certo? Não percebo porque me chamam viciada em livros só porque leio (quase) todos os dias.

Eu não compro livros todos os dias. Nos meses “piores” compro (talvez) um livro por semana. Digamos que gasto, em média, 10 euros por semana em livros, 40 por mês. Há alturas em que compro mais livros mas gasto muito menos (alfarrabistas, senhores, alfarrabistas… e ebooks, claro). Ptto estes valores são por excesso. Agora vejamos:

Eu não bebo. Mas ninguém chama alcoólico a quem beber 2 caipirinhas por semana, pois não? Ou que beba uma garrafa de vinho por semana, pois não?

Raramente bebo café. Mas ninguém acha estranho que alguém beba 10 cafés por semana, pois não?

Eu trago almoço para o trabalho. Mas ninguém acha estranho quem vai 1 ou duas vezes (ou mesmo todos os dias) almoçar no restaurante da esquina, pois não?

Eu raramente tomo o pequeno-almoço fora de casa. Mas ninguém acha estranho quem o faz TODOS os dias na café, pois não?

Poderia continuar eternamente e veriam que o que gasto em livros não é, nem de perto nem de longe, um valor exorbitante ou que fuja ao valor que posso gastar em coisas “dispensáveis”.

Só que para mim os livros não são coisas dispensáveis e mais depressa deixava de comprar umas calças ou uns sapatos que deixava de comprar um livro.

Eu leio os livros que compro. Os livros ficam giros nas estantes. Eu ocupo o meu tempo a ler. Eu viajo lendo (e leio enquanto viajo). Ler faz bem ao cérebro e à alma.

Por isso não percebo o porquê de ser olhada e tratada com alguma condescendência por quem não lê sequer um livro por ano e fala comigo como se estivesse a falar com um puto que adora ver bonecos animados, como se fosse algo que sabemos ser da idade e ir passar.

Caríssimos: eu nunca vou deixar de ler, nem se tiver 10 filhos e apenas 5 minutos livres nos dias. Se isso acontecer começo rapidamente a ouvir audiobooks (que são livros na mesma) e a ocupar os tais 5 minutos com um livro.

E continuo a dizer: Eu não sou viciada em livros. (e podem facilmente comprová-lo aqui onde eu e a minha amiga Catarina escrevemos sobre os livros que lemos.

Talvez um dia

09.11.15 | P.

É engraçado ver que, numa altura em vivemos tempos politicamente interessantes neste país à beira-mar plantado,do outro lado do Atlântico nasce um governo suis generis. Não é o CV dos ministros que chamam a atenção, é o cuidado pela igualdade, pela representatividade das minorias, é a proximidade com a vida real que fazem deste um governo especial. Estou expectante e desejo-lhes toda a boa sorte do mundo. 

Fui, toda a minha vida, contra as cotas. Acho que deve ser o mérito e não o sexo a escolher. Só que cresci na ilusão que era isso que acontecia sem cotas. E não é. Acabamos por ter que crescer e admitir que no mercado laboral e/ou politíco tudo é feito de forma sexista e muito pouco justa e transparente. E que em determinados cargos ser "mulher" é uma desvantagem. E pior: as próprias mulheres ajudam a manter estes hábitos masculinizando-se quando assumem determinados cargos ou ocupam determinadas posições. Da mesma forma que o sexo, a cor de pele, a raça, a religião ou um estatudo politico/social são (ou podem ser) determinantes. O "ela pediu-as" ainda é uma frase frequente na nossa sociedade (e transversalmente, não tenho ilusões a esse respeito) e que demonstra bem o que somos e como nos comportamos.

Espero um dia ver um governo assim, plural e representativo, no meu país. Infelizmente nem temos classe política nem povo preparados para que tal aconteça tão cedo.

test-drive

07.11.15 | P.

Cá em casa ambos gostamos de ir às compras... só não gostamos é de comprar os mesmos produtos.

Eu é livros. vou aos saltinhos se é para ir a uma livraria. Detesto comprar roupa, sapatos e afins... mas mesmo assim tenho tenho que o arrastar.

Mas é para ir comprar um carro??? é vê-lo entusiasmado e eu ir arrastada...

Trabalhar de casa?

03.11.15 | P.

Trabalhar a partir de casa não significa ter tempo para estender a roupa, lavar a loiça e ainda dar um jeitinho na casa de banho durante as horas de trabalho. Se fizerem as coisas como deve ser no final do dia a casa está exactamente igual ao que estava no início. Ou melhor, tem mais algumas coisas que precisam ser limpas e arrumadas porque vocês estiveram lá e fizeram chá o dia inteiro.

Pelo menos comigo é assim... Sempre me senti de castigo quando ficava a trabalhar de casa. Sem ninguém com quem falar, sem levantar o rabo da cadeira todo o dia, sem me sentar no sofá (esqueçam, sofá e computador de trabalho não combinam, subitamente os olhos pesam e o tempo leva o triplo do tempo a passar e o trabalho o dobro do tempo a fazer), sem ninguém com quem trocar impressões.

Mas agora tenho um gato que volta e meia me vem dar um mimo e até me sabe bem esta liberdade de não ter que falar com ninguém. Trabalhar em casa já começa a ser para mim também. E nestes dias trabalho imenso, levo muito a sério este privilégio de estar em minha casa alguns dias por mês, sem ter que enfrentar o trânsito de Lisboa, sem ter que pensar na roupa que vou vestir ou sequer calçar sapatos. Mas acho que não tinha a disciplina para fazer isto todos os dias...

 

Disclaimer

02.11.15 | P.

Sim, choveu a cântaros este fim de semana. Sim, houve desgraças em barda - eu sei, estive lá perto, felizmente já não arrisquei passar, acho que se o tivesse feito ainda lá estava. Sim, tenho imensa pena do que aconteceu e de toda a gente que perdeu tanta coisa. 

Mas... (há sempre um mas, não é?) continuo a gostar de chuva e é tão fácil constatar que a maioria das tragédias é nossa culpa: em 42 Km de serra (uns 25 na N2 e o resto noutra do género) não apanhei um único lençol de água. Assim que saí da serra e entrei na "civilização" foi uma desgraça. E agora vamos todos insultar S. Pedro e pagar mais um bónus aos enginheiros deste país. Clap, Clap, Clap.

 

E sim, continuo a gostar de chuva e de tempestades. Provavelmente tem a ver com o facto da minha casa ser na serra, onde chuva e tempestade é sinónimo de lareira, livros e chocolate quente. Geralmente as preocupações acabavam-se quando os gatos entravam em casa, tipo pintainhos, com aquele ar de : "eu não estou a fugir da chuva, só te venho proteger, deixa-me só sacudir esta pata e aterrar um bocadinho em frente à lareira".

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