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Rabiscos Soltos

Rabiscos Soltos

Nunca sei se a ignorância é uma bênção ou se é apenas muito atrevida

As putas das certezas que temos em teoria......caem por terra assim que a realidade entra em acção.

Decisões que nos parecem fáceis, em teoria, questões sobre as quais temos uma opinião, uma certeza, e que às vezes até votamos em forma de referendo e, com a democracia em vigor,  a que damos força de lei transformam-se em dúvidas, em temas em que não queremos pensar.

Quem tem a capacidade de decidir sobre o direito que uma mulher tem de fazer um aborto ou de alguém optar pela eutanásia? Quem vê de fora, analisa, imagina o "e se fosse comigo"? Quem tem a distância suficiente para opinião de forma fria e objectiva? Quem passa por isso, quem tem que, efectivamente, tomar a decisão mesmo não o querendo fazer?

Já tive tantas certezas e tenho tantas dúvidas agora.

Nunca sei se a ignorância é uma bênção ou se é apenas muito atrevida.

 

publicado às 12:53

Com linguagem imprópria para gente sensível (zinha).

Há quem fique muito surpreendido quando me ouve a dizer palavrões mas isso é só porque não me conhece realmente bem. Na verdade sou um género de "camionista mental" que manda muita gente à merda (ou para outros sítios igualmente simpáticos) em pensamento e que, de uma forma mais ou menos silenciosa, usa muito expressão "puta que pariu". Se estou irritada, mas num dia bom, sai-me (ou penso) às vezes um "era dar-lhe com um gato morto nas trombas até o desgraçado miar" (o gato, não a pessoa, obviamente, que o género de pessoa a quem digo isto não fala gatês). Deixei de usar a expressão "era marrar de frente com um comboio" porque comecei a sentir-me culpada pela violência da imagem e porque geralmente a usava em estados emocionais em que era muito complicado explicar a alguém a diferença entre ser ou não literal sem a insultar mais um bocadinho.

Ora, isto interessa para quê? Nada, claro, excepto que há dias, como hoje, em que o único alívio possível é um sonoro Foda-se (por favor nunca escrevam fodasse, perde toda a credibilidade e sonoridade) ou escrever assim de rajada uma parvoíce qualquer. 

publicado às 17:40

Eu, ele, um gato e um sofá

Ora, no sofá cabemos os três, às vezes não se sabe bem de quem é aquela perna mas algures por ali há um gato. Geralmente o gato está no meu colo. Mas assim que ele se levanta, o gato salta do meu colo (ou de onde quer que esteja deitado), aninha-se por depressa no lugar que ele deixou vago e finge estar a dormir. Juro. Chega a esconder a cabeça nas patas e fechar os olhos. Ou fica na posição de esfinge, de olhos fechados. 15 segundo é o tempo que o meu gato leva a ocupar, à descarada, o lugar de onde ele se acabou de levantar e assim que ele volta ainda o olha com ar ofendido como que a dizer "então, eu estava aqui!!!".

Eu percebo que não acreditem mas isto acontece TODOS os dias. Às vezes mais do que uma vez por dia. 

O trágico é que ele volta, aninha-se em mim e o gato todo poderoso fica a dormir refastelado à vontade. Meio sofá para o gato, meio sofá para nós.

Oh, well, story of my live.

(um dia conto-vos como foi ouvir a fera rosnar à senhora que que vem cá a casa fazer umas limpezas...)

publicado às 23:47

A minha vida é isto

20170320_101301.jpg

 

Desde domingo que tenho um gato infeliz, deprimido e que me odeia. 

Porque tem uma ferida que para sarar não pode ser lambida teve que levar o funil, objecto tão odiado pelos gatos em geral e pelo meu em particular. 

Para além do filme de terror que foi pôr-lhe esta coisa, os últimos dias têm sido pavorosos. 

Para comer foi um castigo, para beber ainda mais (e eu em pânico que ficasse desidratado... até lhe enfiei água goela abaixo com uma seringa), para ir à casa de banho todo um sarilho ("ai que ainda arranja um problema de rins"), enfim, deu para tudo. E como podem ver sou pessoa para panicar muito facilmente com este gato. Mas acabámos por nos ir habituando (uns mais do que outros) e ele começa a conseguir fazer algumas coisas com o funil. Sob protesto, mas faz.

Aliás, conseguem imaginar uma das primeiras coisas que o meu gato aprendeu a fazer?

Não foi andar sem ser pelos cantos a tentar tirar aquilo. Também não foi andar com a cabeça no ar para não bater com os cornos no chão.

Não. O filho da puta o gato mai lindo do mundo já consegue ... chegar à ponta da ferida para a lamber e prolongar.

 

Tenho que ir hoje comprar um funil maior para lhe pôr e vai tudo começar outra vez.

A minha vida é isto.

 

publicado às 08:41

Psicólogo ou psiquiatra?

Passei dos pesadelos em que outras pessoas morrem para os pesadelos em que me suicido.

Até diria que me estava a tornar uma pessoa egoísta se a parte tenebrosa do sonho não fosse o sofrimento que trazia aos outros (ter ficado de entranhas de fora não pareceu ser problemático).

Tenho para mim que o que se passa na minha mente enquanto estou a dormir dava uns estudos interessantes (e uns filmes de terror porreiros).

 

 

publicado às 12:36

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