Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Rabiscos Soltos

Rabiscos Soltos

Com linguagem imprópria para gente sensível (zinha).

Há quem fique muito surpreendido quando me ouve a dizer palavrões mas isso é só porque não me conhece realmente bem. Na verdade sou um género de "camionista mental" que manda muita gente à merda (ou para outros sítios igualmente simpáticos) em pensamento e que, de uma forma mais ou menos silenciosa, usa muito expressão "puta que pariu". Se estou irritada, mas num dia bom, sai-me (ou penso) às vezes um "era dar-lhe com um gato morto nas trombas até o desgraçado miar" (o gato, não a pessoa, obviamente, que o género de pessoa a quem digo isto não fala gatês). Deixei de usar a expressão "era marrar de frente com um comboio" porque comecei a sentir-me culpada pela violência da imagem e porque geralmente a usava em estados emocionais em que era muito complicado explicar a alguém a diferença entre ser ou não literal sem a insultar mais um bocadinho.

Ora, isto interessa para quê? Nada, claro, excepto que há dias, como hoje, em que o único alívio possível é um sonoro Foda-se (por favor nunca escrevam fodasse, perde toda a credibilidade e sonoridade) ou escrever assim de rajada uma parvoíce qualquer. 

publicado às 17:40

Novelas mexicanas

Todos os dias há mais uma polémica nas redes sociais. Labaredas de fogo-fátuo que no dia seguinte ninguém já se lembra, de tão ocupados com a nova polémica que surgiu. Seguir algumas destas polémicas é mais ou menos a mesma coisa que seguir uma novela mexicana. Há os protagonistas, os personagens secundários, o núcleo do humor e o vilão. Há, do outro lado da barricada, quem assista no sofá, quem opine nas revistas da especialidade (aka facebook e/ou Twitter), há quem veja outro canal e outra novela. A malta sofre, vive aquilo com uma intensidade tremenda mas depois, no final do dia, vai dormir e esquece o assunto, porque uma novela tem sempre um peso relativo na nossa vida.

E os vilões às vezes são castigados a sério, às vezes atinge-se resultados. Mas na maioria dos casos o que sobra destes fogos-fátuos são vitimas colaterais, de quem ninguém mais sabe nem quer saber.

publicado às 11:30

do excesso (II)

Quem diria que eu, logo eu, fugiria de polémicas, de discussões inconsequentes (costumavam ser educativas e divertidas, actualmente são só, na sua maioria, parvas), de picardias? 

Mas não suporto as "verdades" de hoje em dia. As certezas de que quem não está connosco está contra nós, a certeza de que quem tem uma opinião diferente está obviamente errado, a facilidade com que se parte para o insulto gratuito. 

Sabem a necessidade que temos de às vezes, numa conversa/discussão, dizer "eu não concordo contigo mas respeito a tua opinião"? É frase que digo e que me deprime. Chegar a 2017 e precisar reforçar que todos temos direito à nossa própria opinião, mesmo que ela seja parva é coisa para me deixar deprimidíssima.  Respeitar a opinião dos outros é a base da democracia, porque carga de água é que temos que estar sempre a repeti-lo?

publicado às 08:00

do excesso (I)

Sempre ouvi dizer que "não há fome que não dê em fartura" mas sinceramente começo a acreditar que o contrário é mais verdadeiro. Enfim, a sabedoria popular não pode acertar sempre, não é?

Estou tão fartinha dos excessos. Tudo se vive como se hoje fosse o último dia, como se aquela conversa, aquela atitude fosse a mais importante da vida. Vivemos acima de tudo a achar que somos a última coca-cola do deserto. Não o somos. Nem eu, nem tu, nem sequer aquela pseudo-estrela das capas das revistas o é.

Eu sei que também sou excessiva em tanta coisa, levo sempre tudo muito a peito mas o tempo, a vida, as experiências ensinaram-me a fazer, diariamente, um exercício de humildade, de relativizar.

Deixar de perder tempo com merdices é talvez a minha grande resolução da actualidade. Quando o consigo chego ao final do dia mais feliz. 

Porque a verdade é qua amanhã já ninguém se lembra. Amanhã voltamos à programação habitual e pronto.

publicado às 20:32

Mais sobre mim

imagem de perfil

Posts mais comentados

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D