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Rabiscos Soltos

Rabiscos Soltos

Procrastinar, versão adulto

Trazer, voluntariamente, trabalho para fazer no fim de semana é sintoma do muito que tenho para fazer num prazo relativamente curto. Terei que fazer, ao longo das próximas semanas, boa parte do que tenho para fazer fora das horas normais de expediente. Ninguém tem culpa, ninguém me pode ajudar, são prazos definidos internacionalmente que o obrigam, é um facto e não há muito a fazer nem a discutir.

Claro que, assim que pensei em abrir o computador para trabalhar um pouco, vi logo inúmeras coisas urgentes para fazer aqui em casa.  

Mas tenho que ser sincera: apesar de ter trabalhado um bocadinho - o suficiente para não me sentir completamente culpada - o que mais fiz foi procrastinar, em versão adulto... Desde arrumar gavetas e estantes a fazer uma maravilhosa tarte de amêndoas, passando por terminar uma leitura de um livro que se arrastava há demasiado tempo, o meu fim de semana foi bastante preenchido.

Faltou-me coragem de procrastinar como deve ser: de pijama no sofá, com pizza e take-away às refeições a pôr (más) séries de TV em dia.

publicado às 20:48

Com linguagem imprópria para gente sensível (zinha).

Há quem fique muito surpreendido quando me ouve a dizer palavrões mas isso é só porque não me conhece realmente bem. Na verdade sou um género de "camionista mental" que manda muita gente à merda (ou para outros sítios igualmente simpáticos) em pensamento e que, de uma forma mais ou menos silenciosa, usa muito expressão "puta que pariu". Se estou irritada, mas num dia bom, sai-me (ou penso) às vezes um "era dar-lhe com um gato morto nas trombas até o desgraçado miar" (o gato, não a pessoa, obviamente, que o género de pessoa a quem digo isto não fala gatês). Deixei de usar a expressão "era marrar de frente com um comboio" porque comecei a sentir-me culpada pela violência da imagem e porque geralmente a usava em estados emocionais em que era muito complicado explicar a alguém a diferença entre ser ou não literal sem a insultar mais um bocadinho.

Ora, isto interessa para quê? Nada, claro, excepto que há dias, como hoje, em que o único alívio possível é um sonoro Foda-se (por favor nunca escrevam fodasse, perde toda a credibilidade e sonoridade) ou escrever assim de rajada uma parvoíce qualquer. 

publicado às 17:40

A triste verdade

Quem me conhece há uns anos (vá, para efeitos estatísticos consideremos uns 20) dirá que estou muito mais calma e ponderada. Que já não expludo com tanta facilidade, que já consigo virar as coisas e sair de uma discussão, que perco menos vezes a razão põe ser emotiva e que cresci imenso.

...

...

Na verdade, passo a vida a revirar os olhos mentalmente, a mandar - em silêncio - gente à merda e a outros sítios igualmente interessantes. Simplesmente, cada vez tenho menos paciência para a maioria das pessoas que me rodeiam e já "desisti" da maioria dos meus conhecidos há muito.

publicado às 16:11

Planos para a semana

Terminar pelo menos uma das tardes desta semana numa esplanada desta cidade, eu e um livro, quiçá algum amigo. Uma limodada com hortelã se estiver calor, um chá de ervas se estiver frio. Se chover pode ser o mesmo num café com vista para a chuva. Duas horas, nem sequer peço muito. E o telefone desligado.

publicado às 21:12

4 horas

foi o tempo que hoje, seguido, perdi entre  Skype e o Telefone. Cada vez que pensava que já não tinha nada pendente a merda do telefone tocava novamente. Skype, telefone e telemóvel. E nem sequer é o meu aniversário e não, não estou grávida (em tudo na minha vida a primeira pergunta é "mas estás grávida?")

Podemos voltar ao momento em que para falar com alguém tinha que ir à cabine telefónica mais perto e em que contava os impulsos gastos no cartão?

 

publicado às 21:25

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