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Rabiscos Soltos

Rabiscos Soltos

Procrastinar, versão adulto

Trazer, voluntariamente, trabalho para fazer no fim de semana é sintoma do muito que tenho para fazer num prazo relativamente curto. Terei que fazer, ao longo das próximas semanas, boa parte do que tenho para fazer fora das horas normais de expediente. Ninguém tem culpa, ninguém me pode ajudar, são prazos definidos internacionalmente que o obrigam, é um facto e não há muito a fazer nem a discutir.

Claro que, assim que pensei em abrir o computador para trabalhar um pouco, vi logo inúmeras coisas urgentes para fazer aqui em casa.  

Mas tenho que ser sincera: apesar de ter trabalhado um bocadinho - o suficiente para não me sentir completamente culpada - o que mais fiz foi procrastinar, em versão adulto... Desde arrumar gavetas e estantes a fazer uma maravilhosa tarte de amêndoas, passando por terminar uma leitura de um livro que se arrastava há demasiado tempo, o meu fim de semana foi bastante preenchido.

Faltou-me coragem de procrastinar como deve ser: de pijama no sofá, com pizza e take-away às refeições a pôr (más) séries de TV em dia.

publicado às 20:48

O meu sofá está a tentar matar-me

Não sei que lhe fiz, não compreendo a razão da vingança, mas a verdade é que o meu sofá está a tentar matar-me. E eu, que o trato tão bem nem sequer deixo que o gato o arranhe. Mas o cabrão tentou matar-me. Já é a segunda vez esta semana. Tou aqui com um torcicolo que não consigo olhar para a esquerda, o que não dá jeito nenhum.

Para além de parecer um robot ainda cheiro a Voltaren. Só para que conste, isto não é publicidade (a marca não me deu/pediu/ofereceu nada) mas sim desespero. E dor. 

publicado às 15:56

dias cinzentos

Que Setembro chegue (eu sei que já é dia 4, ok?) com a esperança dos recomeços. Para mim o Ano começa mais em Setembro que em Janeiro, fui estudante a maior parte da minha vida e filha de professora o resto do tempo, sempre andei ao ritmo dos anos lectivos e nem agora isso muda. 

Mas, dizia eu, que Setembro traga de volta a chuva e a esperança. Que nos tragas folhas brancas onde escrever, que nos traga noites mais longas, cheiro a terra molhada (um clássico, eu sei) e energia. Não sei quanto a vocês mas o sol e o calor deixam-me sem energia nenhuma, já estes dias cinzentos deixam-me com vontade de fazer cenas, de imaginar e concretizar. 

Eu sei que o mundo em geral está uma merda e o meu em particular também não está lá essas coisas mas hoje não me apetece pensar nisso, hoje apetece-me curtir o primeiro dia de Setembro (não sejam chatos, eu sei que já dia 4) com um sorriso e a certeza que vai correr bem.

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imagem daqui

 

publicado às 08:17

Novelas mexicanas

Todos os dias há mais uma polémica nas redes sociais. Labaredas de fogo-fátuo que no dia seguinte ninguém já se lembra, de tão ocupados com a nova polémica que surgiu. Seguir algumas destas polémicas é mais ou menos a mesma coisa que seguir uma novela mexicana. Há os protagonistas, os personagens secundários, o núcleo do humor e o vilão. Há, do outro lado da barricada, quem assista no sofá, quem opine nas revistas da especialidade (aka facebook e/ou Twitter), há quem veja outro canal e outra novela. A malta sofre, vive aquilo com uma intensidade tremenda mas depois, no final do dia, vai dormir e esquece o assunto, porque uma novela tem sempre um peso relativo na nossa vida.

E os vilões às vezes são castigados a sério, às vezes atinge-se resultados. Mas na maioria dos casos o que sobra destes fogos-fátuos são vitimas colaterais, de quem ninguém mais sabe nem quer saber.

publicado às 11:30

A linha ténue entre coentros e gente

Quando trago da horta coentros, daqueles que cheiram realmente a coentros e sabem realmente a coentros, não consigo deixar de pensar em certas pessoas que se acham tão especiais, tão genuínas, tão qualquer coisa e depois não passam de coentros de supermercado, sem cheiro nem sabor. 

(Falei em coentros, podia ter falado em salsa ou em nêsperas - a maioria das pessoas não faz ideia a que sabe qualquer uma destas três coisas apesar de as comprar regularmente)

publicado às 14:30

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