Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Rabiscos Soltos

Rabiscos Soltos

pensem, antes de começar a fazer fita

Vá, pessoas, deixemo-nos de fitas: (alguns) refugiados não querem vir para Portugal e então? Está tudo muito ofendido com isso não é?

Eu, se estivesse na pele deles, também não quereria vir para cá. 

Se eles souberem que existimos (eu sei que toda a gente tem obrigação de conhecer o nosso país, somos os maiores, bla, blá, blá mas antes de se ofenderem digam baixinho, sem cabular, todos os países da Europa - se disseram os 50 podem continuar ofendidos, caso contrário calem o bico) provavelmente também sabem todas as dificuldades que temos, sabem o valor do salário minímo, sabem a taxa de desemprego, sabem que a nossa taxa de emigração é elevadíssima. Basicamente sabem que vão ter dificuldade em aprender a língua, sabem que há pouca gente que fale Árabe, que dificilmente conseguirão emprego e que mesmo que o consigam dificilmente conseguirão um bom nível de vida. Sabem que vir para Portugal é continuar "refugiado" por muito tempo.  

O nosso país é brutal: temos uma qualidade de vida muito boa (se tivermos alguma sorte, nomeadamente a de ter emprego), temos calor quase todo o ano, um céu azul e um sol maravilhoso. Mas, amigos, isso é o que o turista quer, não o que o refugiado precisa.

Qual é a surpresa de não sermos a primeira escolha dos refugiados?

 

Deixem-se de merdas e de ser como aquelas pessoas que quando dão um tostão a um sem abrigo (já agora, vocês que são tão contra a vinda de refugiados porque temos sem-abrigos, têm feito a vossa boa acção do dia?) dizem-lhe que tem que ser para comidinha. A partir do momento em que lhes dão o dinheiro, o dinheiro deixa de ser vosso e eles podem fazer o que quiserem com ele. (já numa associação a história é outra, não comparemos, sim?). Querem oferecer comida? Paguem-lhes o almoço ou o jantar ou contribuam para uma associação como a comunidade vida e paz.

Ajudar alguém não é humilhá-lo tratando-o como alguém que tem que aceitar tudo, sem ter direito a ter voz própria. Não querem ajudar, não ajudem mas não se armem em virgens ofendidas.

publicado às 13:56

2 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D