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Rabiscos Soltos

Rabiscos Soltos

O mundo é tão maior

Juro que às vezes me sinto uma ave rara. Na maioria do tempo sinto que vivo rodeada de pessoas que vivem num outro mundo, absolutamente alheadas da realidade, que à força de não acreditarem no Pai Natal têm fantásticas conversas com o coelhinho da Páscoa. 

E tantas vezes penso que estou tão fora da corrente que provavelmente quem vive num mundo alternativo sou eu. Mas isso só dura um bocadinho, mas é um bocadinho tão assustador que nem vos conto. E o pior é ter que passar dias e dias a fingir que percebo o mundo dos que me rodeiam.*

Talvez seja por ser um bocado pitosga, talvez por ter uns olhos estranhos e diferentes um do outro (não perguntem, não vale a pena) ou o mais provável é que a educação que tive (abençoada mãe) me permitiu crescer sem palas nos olhos e sem preconceitos. Talvez também tenha ajuda ser da província, da aldeia, da serra e ter tido oportunidade de andar à caça de gambozinos em miúda. Fez-me saber reconhecê-los em adulta. 

 

*agora que reli o que escrevi apercebi-me que talvez, mas só talvez, isto seja um prenúncio de loucura. oh, well, quando me internarem que seja num sítio com uma boa biblioteca

publicado às 23:42

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