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Rabiscos Soltos

Rabiscos Soltos

É isto o terminal rodoviário mais importante de Lisboa?

Sou do tempo da velhinha Casal Ribeiro onde descer à cave para apanhar um autocarro era descer ao inferno, onde era difícil arranjar uma mesa no café e onde passei muitas horas a ler enquanto esperava pelo autocarro para ir para casa (na altura tinha que chegar cedo para comprar os bilhetes, não havia cá compras pela internet e as reservas expiravam 1 hora antes do horário de saída - e havia muiiita gente a andar de autocarro, nenhum paizinho vinha buscar nem trazer os filhos à Universidade, enfiavam-nos num autocarro e "toca a andar").

Depois construíram o terminal em Sete Rios e foi uma lufada de ar fresco (literalmente, porque faz lá um frio no inverno que não se pode).

Ontem tive passei umas duas horas neste terminal e confesso que, como Portuguesa, tive vergonha.

As únicas coisas boas naquele terminal são o parque e o alfarrabista. O alfarrabista, apesar do pó inerente aos livros velhinhos, é pessoa simpática e tem alguns títulos bem interessantes. O parque porque, seja no parque coberto ou na rua, consigo sempre estacionar o carro (e isto acontece porque o parque é pago, coisa que agradeço - Tuga que é tuga, entope Sete Rios mas não paga 1 euro de estacionamento, isso é para os tolos).

Mas de resto é mau, muito mau, péssimo mesmo.

Acessibilidades  - Para quem não vai de carro, é um bocado dramático ir de transportes. Seja Metro, comboio ou autocarro é sempre necessário andar bastante, atravessar estradas, subir ou descer escadas - nem sempre rolantes. E quando se anda de "casa às costas" a coisa custa. E quando se tem mobilidade reduzida é péssimo. (como se acede à estação de comboios sem passar naquelas escadas???) 

Serviços - Péssimos. O bar é mau, não tem grande coisa, as pessoas que lá trabalham (aquilo tem pinta de trabalho escravo, para dizer a verdade) são antipáticas, não há uma mesa para que possamos  comer sentados. Eu percebo que haver mesas ali significava estarem ocupadas por quem espera os autocarros. Ainda assim, é desconfortável. E, de todas as vezes que lá fui, devia muuiiito à limpeza. Só dá para comprar cenas engarrafadas ou fechadas. (eu sou um bocado minhoquenta com gente a mexer a minha comida).

O quiosque até é porreiro, Tem revistas, tabaco e afins. Fecha é cedo. Quem lá está à noite não pode comprar uma revista (nem ir ao bar, já agora).

A casa de banho é (graças a todos os anjinhos) paga. Queres ir fazer um chichi? pagas 50 cêntimos que te lixas. Ah e não te esqueças de agradecer, duvido que conseguisses lá ir se assim não fosse. A sujidade daquilo é inimaginável. Infelizmente vi várias vezes e não me consigo esquecer da imagem. São os 50 cêntimos mais bem gastos da minha vida.

O barulho é mau. Dividir um barracão com dezenas de autocarros dá-nos cabo dos nervos (e dos pulmões). Nem vale a pensa falar da poluição, né? Aquilo é aberto (entradas e saídas dos autocarros sempre a acontecer) o que implica ausência de ar condicionado, pombos em barda e segurança (para crianças, por exemplo) muito discutível.

Está sempre tudo sujo, cheira mal e dá de Portugal uma péssima imagem.  E sim, há muitos estrangeiros a usar os expressos para se deslocar dentro de Portugal. E mesmo que não houvesse, quem usa aquele serviço (que até funciona bem assim que se põe o pé dentro do autocarro) merece, tem direito, a muito melhor.

publicado às 11:05

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