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Rabiscos Soltos

Rabiscos Soltos

Aquela cena da moda

Falo dos overnight oats. 

Ah e tal, tão saudável que é comer aveia, ah e tal tão saboroso, ah e tal não dá trabalho nenhum.

Tenho para mim que ainda rebolo, aquilo é viciante, bom mas bom e a versão "vou só comer metade" não funciona.

A ver se compro iogurtes naturais para ver se não é tão bom, porque com os naturais açucarados fica tipo sobremesa.

publicado às 19:49

Novelas mexicanas

Todos os dias há mais uma polémica nas redes sociais. Labaredas de fogo-fátuo que no dia seguinte ninguém já se lembra, de tão ocupados com a nova polémica que surgiu. Seguir algumas destas polémicas é mais ou menos a mesma coisa que seguir uma novela mexicana. Há os protagonistas, os personagens secundários, o núcleo do humor e o vilão. Há, do outro lado da barricada, quem assista no sofá, quem opine nas revistas da especialidade (aka facebook e/ou Twitter), há quem veja outro canal e outra novela. A malta sofre, vive aquilo com uma intensidade tremenda mas depois, no final do dia, vai dormir e esquece o assunto, porque uma novela tem sempre um peso relativo na nossa vida.

E os vilões às vezes são castigados a sério, às vezes atinge-se resultados. Mas na maioria dos casos o que sobra destes fogos-fátuos são vitimas colaterais, de quem ninguém mais sabe nem quer saber.

publicado às 11:30

ZéGato's update

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Apesar de infeliz, estamos muito mais calmos, activos e mimados. Segundo o dono, a parabólica já lhe permite apanhar a rádio moscovo. A alteração para o candeeiro de gama superior (12,5 cm) foi mais pacífica do que poderiamos pensar ou sequer sonhar. 

E finalmente já dormimos decentemente. Aliás ontem e hoje pouco mais se fez nesta casa.

Agora é ficar bom depressa para nos livrarmos desta cena e voltarmos à programação habitual

 

publicado às 17:12

A minha vida é isto

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Desde domingo que tenho um gato infeliz, deprimido e que me odeia. 

Porque tem uma ferida que para sarar não pode ser lambida teve que levar o funil, objecto tão odiado pelos gatos em geral e pelo meu em particular. 

Para além do filme de terror que foi pôr-lhe esta coisa, os últimos dias têm sido pavorosos. 

Para comer foi um castigo, para beber ainda mais (e eu em pânico que ficasse desidratado... até lhe enfiei água goela abaixo com uma seringa), para ir à casa de banho todo um sarilho ("ai que ainda arranja um problema de rins"), enfim, deu para tudo. E como podem ver sou pessoa para panicar muito facilmente com este gato. Mas acabámos por nos ir habituando (uns mais do que outros) e ele começa a conseguir fazer algumas coisas com o funil. Sob protesto, mas faz.

Aliás, conseguem imaginar uma das primeiras coisas que o meu gato aprendeu a fazer?

Não foi andar sem ser pelos cantos a tentar tirar aquilo. Também não foi andar com a cabeça no ar para não bater com os cornos no chão.

Não. O filho da puta o gato mai lindo do mundo já consegue ... chegar à ponta da ferida para a lamber e prolongar.

 

Tenho que ir hoje comprar um funil maior para lhe pôr e vai tudo começar outra vez.

A minha vida é isto.

 

publicado às 08:41

O que é demais enjoa

"Falem mal, mas falem" ou "não há má publicidade" são máximas que muito boa gente segue religiosamente. Não concordo mas compreendo (e tantas vezes lhes tiro o chapéu - veja-se o dono de uma certa companhia aérea).

Mas se há coisinha que me enjoa é a publicidade feita por favor. Ou pelo menos com boa intenção. É que o tiro sai completamente ao lado. 

Ptto escolho para mim, hoje, a máxima : "De boas intenções está o inferno cheio"

publicado às 17:53

Quem nunca?

Quem nunca imaginou a situação de, assertivamente, com toda a calma do mundo, com conta, peso e medida, dizer à pessoa certa tudo aquilo que essa pessoa precisava (mas na realidade não queria) ouvir?

Não desesperem. Um dia pode acontecer. True Story.

publicado às 14:45

Em defesa do inverno

Temos que amar este nosso inverno que, às vezes, nos dá presentes destes. Dias soalheiros, quentes, que nos permitem rir do verão dos outros, dos nórdicos que, de calções e sandálias, se passeiam felizes pelo nosso inverno. 

Temos que amar este inverno que nos permite ter flores, confundidas com a data, a dar um ar de sua graça nos campos.

Temos que amar este inverno que nos deixa secar a roupa pesada de lã que se acumulava no cesto e que secávamos à má fila em frente à lareira. 

Temos que amar este inverno que, esperemos, ainda nos trará chuva e frio porque..., raisparta, ainda é Março e não Maio ou Junho para isto ser mais do que um presente fofinho e agradável.

(E se eu defendo o inverno com este calor espero que vocês, que dizem amar o Verão, o defendam nos dias de chuva e temperatura amena. Não posso ser eu a fazer tudo, ok?)

publicado às 14:37

Dia Internacional da Mulher

Para a maioria dos meus amigos (sem distinção de género) ser feminista e não querer “comemorar” o dia Internacional da mulher é apenas uma das minhas excentricidades. Afinal, eu não tenho nada de que me queixar: tenho um bom emprego, liberdade para ser o quiser, para pensar o quiser, um marido que me “ajuda” imenso e com o qual faço uma equipa 5 estrelas.

Ser feminista é a minha excentricidade e defeito mais ou menos aceite (já sabem que neste dia me vão ouvir falar em mutilação genital feminina - leiam este texto, pf). O paternalismo com que dizem “lá estás tu” ou “cuidado que a Pat é toda feminista” deixa-me à beira de um ataque de nervos e na maioria das vezes a minha resposta não passa de um olhar mortífero.

Sempre que se aproxima o Dia Internacional da Mulher começam a aparecer textos, crónicas, notícias, números e brincadeiras.

Os números, infelizmente, reflectem uma realidade de desigualdades, de morte e de discriminação associada ao género. E se é verdade que nos países da Europa as coisas estão maravilhosas comparativamente com o que se passa nalguns sítios, também é verdade que na Europa (e em Portugal em particular) os números são claros: não há ainda igualdade de género.

A maioria dos textos que tenho lido vão no sentido que considero correcto: na exposição das desigualdades e na tentativa de dar mais um passo até que haja igualdade (na diferença) de géneros; igualdade nos deveres, igualdade nas oportunidades.

Mas tenho-me vindo a aperceber de uma tendência cada vez mais patente nas palavras e que me preocupa um pouco.

Confundir feminismo com histerismo; compartimentar as feministas como as “loucas das casa” que se acham superiores aos homens, ridicularizar uma luta pela igualdade desvalorizando-a, assumindo um tom paternalista de “coitadas, falta-lhes sentido de humor”, pegando em áreas onde as mulheres se começaram a destacar e arranjando “desculpas” e argumentos para demonstrar que isso só acontece porque a sociedade as está a proteger. A cereja no topo do bolo para mim é sempre a desvalorização da violência sobre as mulheres porque “há muitos homens que são agredidos pelas mulheres e calam por vergonha", como se os números se pudessem igualar ou uma coisa compensasse a outra.

Nenhuma feminista diz que as mulheres são melhores que os homens. Mas aparentemente dizermos que, em deveres, direitos e oportunidades são iguais, assusta tremendamente uma parte da sociedade (também aqui, sem diferenciação de género).

publicado às 14:40

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