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Rabiscos Soltos

Rabiscos Soltos

Solteiros contra Casados

Confesso que pensei chamar a este post "GALP, BP ou CEPSA" ou "EDP vs Endesa" mas preferi usar uma expressão divertida, que me deixa de bem com a vida e que me faz lembrar um célebre jogo de futebol onde, às páginas tantas  (leia-se "quase no final do jogo"), se reparou que o árbitro estava de chinelos e uma das equipas tinha um elemento a mais. Mas rimo-nos até nos doer a barriga, houve insultos qb (generalizou-se a private joke da aldeia de "solteiros, olé!") e ficou toda a gente amiga na mesma.

A verdade é que posso dizer que "detesto futebol". Continuo a divertir-me imenso nos "solteiros contra casados" desta vida, acho que o desporto em si até é entusiasmante, até acho piada à atmosfera de união em redor da selecção nacional mas cada vez mais detesto o negócio do futebol (e que não sobre margem para dúvidas - isto não é nenhuma paixão para os envolvidos - é um negócio). O que me surpreende é a importância que tanta gente dá aos resultados destas empresas, o tempo que se perde a discutir o indiscutível, a ofensa que é alguém ser de outro clube ou dizer uma parvoíce qualquer em relação ao clube em questão.

Talvez eu não prestasse tanta atenção antes mas tenho a sensação que as coisas mudaram drasticamente nos últimos anos, que se saltou para um campeonato completamente diferente, que me preocupa e enoja.

publicado às 15:15

service not included

Se há coisa que me deixa sempre desconfortável é a questão da gorjeta. Não falo de umas moedas deixadas em cima da mesa após um jantar porreiro. Falo da obrigatoriedade ou não de a dar. Falo de gratificar um serviço que não pedi nem quero (por exemplo que carreguem a minha mochila para um quarto de hotel) ou de um serviço prestado com má cara ou má vontade.

Até há pouco a minha ideia de gorjeta era a de pura gratificação e hábito. O empregado de mesa até foi um porreiro e não nos deixou pedir a sobremesa de ontem? Então, sim, a malta junta-se e deixa-lhe algum dinheiro em cima da mesa. Mas no geral eu sou aquela pessoa que não regateia preços, compro quando acho o preço justo, quando posso e quero comprar. E por norma, acho que o salário do funcionário faz parte do serviço/bem que estou a comprar e como tal não lhe devo mais nada.

O problema é que o que é normal para mim, aparentemente, não o é para muitos patrões. 

A verdade é que já começamos a ver "service not included" na conta de certos restaurantes cá em Portugal, deixando ao cliente a decisão de pagar ou não ao funcionário. 

A minha primeira reacção é não voltar a tal restaurante mas a verdade é que provavelmente ali pagam ao empregado o salário mínimo e o resto são as "gorjetas", exactamente como em qualquer outro restaurante. Simplesmente ali há um "empurrão extra" para que o cliente deixe efectivamente a tal percentagem que cabe ao "serviço". E a verdade é que aquele miúdo que está em "formação" é um estagiário que não recebe nada a não ser a tal gorjeta. E eu tenho um grave problema com a ideia de "trabalho não remunerado". 

Não consigo aceitar que a gorjeta seja mais do que um extra bem-vindo. Mas também não consigo achar justo que alguém trabalhe de borla. Fico sempre na dúvida se, ao dar a gorjeta, estou a alinhar nesta exploração ou se estou a minimizar uma injustiça. De qualquer das formas, a problemática dos 10 ou 15% (a sério, o que se dá de gorjeta qdo se vai beber um café a um sítio com "service not included"?) continua a azucrinar-me o juízo.

publicado às 19:34

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