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Rabiscos Soltos

Rabiscos Soltos

expectativas vs realidade

Cresci a pensar que o mundo estava (mais ou menos em paz), que guerras mundiais eram coisa do passado, que já não se morria de coisas como o sarampo, que o mesmo raio não caia na mesma casa duas vezes, que algumas pessoas eram eternas. Cresci a achar que éramos todos iguais, que a cor da pele não interessava nada, que havia liberdade de credo e que a humanidade estava a evoluir.

Vai-se a ver e o mundo está à beira de um ataque de nervos, o planeta está pela rua da amargura, o racismo, a homofobia e a fobia de todas as religiões (incluindo aquela em que se acredita que não se acredita em deus) -que é quase tão perigosa como o extremismo das religiões - estão na ordem do dia, há guerras por todo o lado, a violência doméstica faz vítimas todos os dias, estamos à beirinha de conflito potencialmente mundial porque um tipo anda a querer medir tamanhos com os outros gajos todos os mundo  e morrem crianças com sarampo em Portugal. 

Tenho para mim que, ou faltou qq coisa na  minha educação ou entrei num mundo paralelo sem dar conta.

publicado às 09:50

Cenas da vida com um gato

Ele: O gato hoje de manhã estava super simpático, fartou-se de ronronar

Eu: hum..

Ele: Eu acho que sei porque é que ele é sempre simpático de manhã 

Eu: Porque lhe damos comida?

Ele: Sim, fica feliz por estarmos vivos e lhe irmos reforçar a ração

Eu: hum...

Ele: e gosta de nós de manhã

Eu: De mim ele gosta sempre.

Ele: ....

publicado às 20:19

Bem-vindo à fábrica da saúde

Sou, felizmente, pouco assídua nos hospitais. Talvez por isso me tenha surpreendido um pouco com a versão "linha de montagem" de um conhecido hospital privado (nem vale a pena referir qual uma vez que são, na verdade, todos iguais).

A verdade é que ter um seguro de saúde nos poupa imenso tempo. Para além disso, eu considero que devemos, sempre que possível, não sobrecarregar o SNS por dá cá aquela palha (e este meu caso era mesmo uma palha, nem vale a pena falar nisso). Enfim, adiante.

Nas urgências, foi tudo pacífico. A triagem super rápida e a chamada para a consulta também (eu era a única pessoa a ler na sala de espera - informação absolutamente desnecessária). Quando entro no cubículo onde teria a consulta não pude deixar de reparar em várias coisas, sendo a mais flagrante a total ausência de privacidade. Uma cortina dá-nos a ilusão de privacidade mas ouvir os diagnósticos e afins dos outros pacientes rapidamente nos devolve à realidade. Tudo naqueles gabinetes está feito para deixar o paciente pouco à vontade, a começar pela tal cortina e acabar nos médicos sentados numa cadeira alta (mais alta que a dos pacientes) de forma a estabelecer a ordem das coisas.

Quando foi fazer um dos exames que precisava (já noutra clínica do mesmo grupo empresarial) fiquei estarrecida quando fui conduzida para uma ante-sala de onde ouvia perfeitamente a conversa entre o médico e a paciente anterior (que eu tinha visto ir para lá pelo que sabia exactamente quem ela era) e os cuidados que ela deveria ter se por acaso engravidasse. 

Quando entrei o "sor doutor" nem bom dia me disse, não se virou para mim, ignorou-me e continuou a fazer o relatório (ditado para que o programinha o transformasse em palavras escritas) onde me deu a conhecer, em pormenor, todas as maleitas da paciente anterior e que me permitiram (mais coisa menos coisa) interpretar as imagens que estava a ver (sim, vi os resultados dos exames da senhora). 

Eu não a conheço nem percebo a maior parte da gíria médica mas quer-me parecer que, na pressa da coisa e para manter a linha de montagem oleada em funcionamento, aceitamos passivamente (e ainda pagamos por isso) ser tratados como peças da engrenagem.

Mas tudo limpinho e cheiroso, não é cá como no SNS.

(estou sinceramente a considerar fazer uma reclamação formal).

publicado às 15:18

Aquela cena da moda

Falo dos overnight oats. 

Ah e tal, tão saudável que é comer aveia, ah e tal tão saboroso, ah e tal não dá trabalho nenhum.

Tenho para mim que ainda rebolo, aquilo é viciante, bom mas bom e a versão "vou só comer metade" não funciona.

A ver se compro iogurtes naturais para ver se não é tão bom, porque com os naturais açucarados fica tipo sobremesa.

publicado às 19:49

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