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Rabiscos Soltos

Rabiscos Soltos

A melhor arma é o silêncio

Acredito mesmo nisto.

A melhor arma contra a palavra é o silêncio.

É certo que nem sempre é a necessária, às vezes o silêncio não chega quando em contraste com a monstruosidade das palavras, contra o negrume dos actos. Mas isso é outra história.

Mas contra as palavras venenosas de gente pequena? Aí não tenho dúvidas. O silêncio é mesmo a melhor arma.

Todos os dias leio palavras feias, daquelas que magoam, que destroem. Mas não as leio pela mão de quem as escreveu, vou aos poucos excluindo essas pessoas da minha vida, mas sim pela mão de quem as critica, de quem se insurge contra elas. Às vezes ao insurgir-se, limitam-se a propagar.

Sou, e sempre serei, a favor da liberdade de expressão. E como tantas vezes se cita quando se fala de liberdade de expressão "sempre lutarei para que tenhas a liberdade de dizer algo com o qual não concordo". Ser a favor da liberdade de expressão implica aceitar que outros digam coisas que nos magoam, com as quais não concordamos. E contra estas palavras escolho o silêncio.

O meu silêncio não significa que compactue com mensagens racistas, misóginas, homofóbicas, xenófobas. O meu silêncio é mais eficaz que as minhas palavras. O meu silêncio impede que eu seja um elo na propagação dessa mensagem. O meu silêncio significa o meu repúdio contra essa mensagem. O meu silêncio significa que não dou voz a essas vozes.

 

publicado às 13:04

em noite de óscares...

Tivemos por cá o festival da canção. Uma das meias finais, pelo menos. Penoso, para dizer a verdade.

Na verdade aquilo foi mais um desfilar dos concorrentes do The Voice mas em mau. E um aproveitamento da loucura que as adolescentes (e as menos adolescentes) com as hormonas aos saltos e saldo no telemóvel têm em relação a uns certos meninos que andam por aí. 

Enfim... espero que ao menos ganhe uma música em Português, se é para representar Portugal que seja uma música que todos os Portugueses compreendam.

 

 

 

publicado às 21:41

story of my live

Ter planos pós-trabalho e receber, algures durante o dia, uma chamada ou uma sms  do marido fofinho a mudar tudo. Adoro quando, à segunda feira, a agenda da semana já fica virada do avesso.

publicado às 16:31

eu e os concertos

Aqui há uns tempos fui a um concerto de uma banda Portuguesa que só comecei realmente a apreciar com o senhor meu marido e quando saiu o DVD comprámos, pois claro, que ainda por cima somos capazes de aparecer e convém saber se não fomos apanhados a, sei lá, cantar, coisa que, pelo menos eu, faço mal e nunca em público, excepto se o som não permitir que se oiça. Mas estava eu a contar que no dito concerto, com lugares sentados, tive um azar do catano. Como o concerto era com lugares marcados quando comprámos os bilhetes escolhemos (achávamos nós) bons lugares, donde podíamos ver o palco e curtir o concerto. Tive tanta sorte que, mesmo à minha frente sentaram-se duas únicas aventesmas que achavam que não tinha lógica o concerto ter lugares sentados (não lhes tiro parte da razão mas tive várias vezes vontade de lhes dizer que se assim fosse eles não estavam a 3 metros do palco, mas lá no fundo donde precisariam de binóculos para ver o artista, tendo em consideração que chegaram após o início do espectáculo) e que decidiram passar o concerto de pé pelo que em vez de ver o palco, vi durante duas horas o rabo duma gaja enfiado numas calças de cetim e uma camisa de algodão que não combinava em nada com as ditas calças e o rabo dum gajo betinho, com o pior penteado que já vi na vida (a sério, se alguém gostasse dele dir-lhe-ia que aquilo lhe fica muito mal). O espaço entre cadeiras não era muito grande e na única música em que me tentei levantar (a única em que basicamente toda a sala se levantou) não o consegui fazer porque o atrasado mental estava cansado e manteve-se sentado, com os braços por cima das cadeiras e simplesmente eu não tinha espaço para me manter de pé. 

E perguntam vocês porque raio eu estou, meses depois a lembrar-me disto...

Simples, estou a ver o DVD e não é que volta e meia aparecem as avantesmas? Raiospartam aqueles dois, não só me estragaram o concerto como ainda tenho que levar com eles na televisão???

(outro dia conto-vos sobre o concerto onde a minha atenção estava constantemente a ser desviada para a luz do telemóvel da tipa da frente que era a única na puta da sala a tirar fotos - os outros que tentaram foram catados pela segurança mas não aquela)

 

publicado às 22:03

2017-1979

Perguntam-me às vezes porque é que não tenho a data do meu aniversário no facebook como se, informar a data em nasci, fosse imperativo. Há quem pense que quero atenção (?!), há quem pense que não quero envelhecer, há quem pense apenas que sou parva. Na verdade a razão é bem mais prosaica. Não gosto de ser o centro das atenções e prefiro sempre passar despercebida. Não faço festas de anos porque não gosto. Não me lembro da última vez que fiz um jantar de aniversário, aliás lembro-me que foi por insistência de uma amiga que praticamente me obrigou à coisa. Não me importo que se esqueçam do meu aniversário, não ligo peva a presentes e o meu sonho é passar esse dia estendida numa praia noutro hemisfério (este ano tentei, confesso, mas a merda da proximidade do carnaval lixou-me os planos), com o telefone desligado e 4 telefonemas apenas da família directa.

Sim, fiz 38 por estes dias, convivo bem com esta idade (basicamente é-me indiferente, para algumas coisas sinto-me com 18 para outras com 88, os 38 são apenas um número facilmente deduzivel através do CC) e o melhor do meu aniversário é que já passou.

publicado às 10:37

Psicólogo ou psiquiatra?

Passei dos pesadelos em que outras pessoas morrem para os pesadelos em que me suicido.

Até diria que me estava a tornar uma pessoa egoísta se a parte tenebrosa do sonho não fosse o sofrimento que trazia aos outros (ter ficado de entranhas de fora não pareceu ser problemático).

Tenho para mim que o que se passa na minha mente enquanto estou a dormir dava uns estudos interessantes (e uns filmes de terror porreiros).

 

 

publicado às 12:36

Já só falta deixar um paninho para limpar a mesa*

Num café/bar onde um um café custa um euro (ou mais) não é aceitável:

  • copos de plástico
  • talheres de plástico
  • que sejam os clientes a levantar a mesa

*se bem que umas tolhitas para que pudessemos limpar/desinfectar a mesa ANTES não era má ideia, que cada vez que vejo os panos usados para as "limpezas" tenho vontade de me ir embora na hora...

publicado às 19:53

... e eu adoro o meu trabalho, que faria se não gostasse?

Tanta, tanta petição por aí e nem uma que obrigue os senhores no parlamento a discutirem a possibilidade de proibir, por lei, a existência de problemas chatos, reuniões complicadas e demais sarilhos profissionais a acontecer à segunda feira. É que depois a malta começa a pensar que já se sente presa por arames e ainda é segunda feira, e ainda não se chegou aos 40, e ainda faltam 4 dias para a semana acabar, quase 11 meses para o ano acabar e uns 30 para a reforma e há tanto livro por ler, tanto filme por ver, tanto país para visitar e a casa a precisar de ser limpa e que este sentir todo não tem nada a ver com tpm (se fosse isso amanhã passava, o que dava um jeito do caraças) mas não, é mesmo porque é segunda e foi um real dia de merda.

publicado às 20:48

longe da vista, longe do coração

Um amigo diz-me que não tem facebook porque não quer descobrir que os amigos são uns atrasados mentais. Diz que o facebook potencializa o pior que há em nós, que todos os defeitos de carácter que temos se alimentam da turba se seguidores e que ele, que já não é uma pessoa muito sociável, se tivesse que conviver todos os dias com o lado mau dos amigos, com as suas opiniões merdosas e com os seus defeitozinhos, ia acabar por não ter ninguém na lista de contactos de telefone. Prefere viver na ignorância e reger-se pelos actos e pelas conversas de café.

Tudo isto diz ele. E eu tendo a concordar com ele. Não sou tão radical que saia dessa rede social, porque o saldo ainda é positivo mas há coisas que me causam urticária. 

Sou tão mais feliz desde que descobri o "não seguir esta pessoa" e deixei de ver no meu mural as verborreias dos meus amigos. É certo que daqui a pouco só vejo notícias e livros mas é isso ou ficar sem contactos na lista telefónica por causa de algo tão parvo quanto uma rede social.

publicado às 10:24

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