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Rabiscos Soltos

Rabiscos Soltos

sem filtro

O maior problema quando estou demasiado cansada não é fazer asneiras, cometer erros ou ter acidentes (apesar de todas estas coisas já terem acontecido). O maior problema é ficar absolutamente sem filtro e dizer tudo como os malucos. 

O problema é que tenho absoluta noção de que estou a chegar a esse ponto. 

Não se prevê dias fáceis para os próximos dias...

publicado às 23:47

enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar..

Grande, enorme.

Não será amanhã junto à ponte, foi ontem no CCB. Não é a primeira vez que vou a um concerto do Jorge Palma (e espero que não seja a última) mas confesso que desta vez foi especial (sabem aquela história pirosa do "ouvir juntos a mesma canção"?).

Mais que um grande cantor é, acima de tudo, um enorme contador de histórias. Tem letras absolutamente maravilhosas. Tão bom ter o privilégio de ouvir, em pouco mais de hora e meia, canções, histórias que me acompanham há anos.

Ficou apenas a faltar o "junto à ponte" e teria sido o concerto perfeito.

(podia deixar-vos o "à espera do fim" que adoro, ou o "Disse fêmea"  e adora deixar-vos o "junto à ponte" mas não há 1 video decente na net  mas, olhem, ficam estas).

(não há fotos do concerto pois -e muito bem - não era permitido fotografar apesar da anormal que estava à minha frente ter passado o concerto inteiro a tirar fotos).

 

 

 

 

publicado às 14:16

tenho uma sorte do caraças

Essa é que é a verdade. Tenho a sorte de ter pessoas. E continuo, como quando era miúda, a maravilhar-me quando percebo que tenho "pessoas". Quando descubro uma "pessoa" nova. E sinto que ganhei o dia quando uma dessas pessoas, que está (aparentemente, pelo menos) numa fase maravilhosa da sua vida, me manda uma sms a dizer "não gostei do que dizeste ontem, prepara-te que vou passar aí para bebermos café, quero ver se estás bem". Ou quando outra pessoa diz "vou acreditar que não tenho com que me preocupar. se descobrir que mentiste vou ficar zangada". E pergunto-me porque raio terei a sorte de ter pessoas assim...

publicado às 00:08

fama sem proveito

Tive que ligar para a linha de informação das finanças e do outro lado apareceu-me um alentejano castiço que fez o possível para me dar todas as informações. Por norma quando vou às finanças (seja presencialmente ou via telefone) levo sempre berbicachos para resolver e a verdade é que tenho sempre tido uma "sorte" imensa. 

Estes funcionários têm sempre a fama de mal-educados, incompetentes e antipáticos. A verdade é que o pior que já me aconteceu foi ter que ter cuidado com a pronuncia (ao ouvir falar alentejano entro no modo "alentejo" e parece que estou a gozar com eles) ou querer ir embora e não me deixarem até que a situação ficasse resolvida (juro que ouvi um "não, não se vá embora, eu não sei mas também quero aprender, vou chamar o meu chefe que sabe de certeza").

Será sorte apenas ou a mentalidade está mesmo a mudar?

publicado às 14:49

Fico com azia qdo oiço determinadas coisas

Sou uma privilegiada. A principal razão para isso é pura sorte. Não tem (quase) nada a ver com trabalho, esforço, talento ou dedicação. É verdade que trabalho que me desunho, me esforço (quase) todos os dias, que tenho jeito para o que faço e que me dedico a 90% (as pessoas que se dedicam a 110% são só más a matemática, ok? ah e guardo os 100% para as cenas que são realmente, realmente importantes). Mas há milhares de pessoas que trabalham tanto ou mais que eu, que se esforçam imenso, que têm um talento brutal e que se dedicam a 91%. Só que não têm tanta sorte como eu.

 

Eu explico, eu estava na faculdade à procura de estágio quando uma empresa pediu à dita faculdade alunos para irem lá a uma entrevista. Por sorte eu ainda não tinha arranjado estágio e por sorte a professora mandou o meu CV juntamente com outros. Por sorte fui àquela entrevista. Também por sorte uma funcionária tinha-se despedido uns dias antes e a entrevista (inicialmente para contratar 2 pessoas) passou a ser para contratar 3. E eu, como miúda inconsciente que era, disse na entrevista que queria muito aquele terceiro lugar (porque os outros 2 eram secantes - isto não disse, não sou assim tão estúpida). Por sorte acharam-me piada e fiquei com o lugar. E o resto é história.

 

Mas o que queria mesmo contar é que quando para lá entrei (para fazer estágio, lembram-se? e dos não remunerados) me disseram: "olha, isto só é um estágio porque nestes 3 meses vais mesmo aprender, ok? Não faças merda e tens 2 contratos de 9 meses e posterior entrada para os quadros assegurados. É que vai dar trabalho ensinar-te e não queremos ter que passar pelo mesmo outra vez". (pronto, não foi exatamente assim, a palavra merda não foi utilizada... pelo menos nessa altura).

 

Nunca tive um dia de trabalho precário na minha vida. E sim, sou boa no que faço mas foi principalmente por sorte. Essa filha da puta para tantos.

 

E portanto não consigo perceber como alguém acha normal que alguém tenha um trabalho precário, nem que diga que de futuro todos os trabalhos vão ser "precários". Nem que ache aceitável que haja falsos recibos verdes onde quer que seja, privado ou público. Não aceito que se discuta tostões em relação ao ridículo salário mínimo que temos.

 

Não aceito que se fale de "confiança" como se isso fosse um privilégio ridículo.

 

 

 

publicado às 14:56

ironias

Vivo constantemente off-slot.

E espero que 2016 seja um ano adhoc, que se esta merda se torna elegível para histórico tou f**...lixada.

 

publicado às 15:50

Crónica de uma morte anunciada

Eram favas contadas

Era, não era?

É como o brexit. Era óbvio, toda a gente o dizia, mas na verdade era da boca para fora, ninguém acreditava. Nesse caso, ainda se vão safar e voltar atrás porque o coelho saiu da cartola e, legalmente, vão dizer "ah estávamos só a brincar". Mas aqui parece que não (pode ser que algum tribunal descubra um corolário da constituição a dizer "o obama pode ficar mas 4 anos e não se fala mais nisso").

A verdade é que isto foi "a crónica de uma morte anunciada" e nenhum de nós pode dizer que não sabia. E não me venham com a treta de ""o povo é burro" ou "esta gente não sabe mais". A verdade, verdadinha é que o melhor que esperávamos era que ganhasse o mal menor e isso nunca é uma boa opção. Na verdade ela não era uma boa opção. Nunca foi.

E a verdade é que as pessoas estão fartas de toda a política. 

O que me consola nesta madrugada em que a primeira coisa que fiz, ainda antes de acordar, foi ligar o twitter, é que há uma ténue hipótese de isto ser o aviso que os politicos europeus precisam para acreditar que estas merdas acontecem. Dúvido, mas pode ser.

 

 

 

publicado às 06:22

É muito difícil viver na minha cabeça

Gostava de voltar a ser a pessoa que não (acha) que percebe as intenções atrás das acções. Gostava de voltar à inocência de acreditar nas boas intenções. Gostava de conseguir ter uma cor partidária e acreditar nas boas intenções dos líderes dessa cor. Gostava de não questionar as razões dos que defendem o mesmo que eu defendo. É que é muito difícil explicar que nunca consigo deixar de questionar as minhas próprias convicções quando vejo uma falha nas convicções dos outros (e não, os fins não justificam os meios). Quem me dera acreditar que os fins justificam os meios. Era tão mais fácil. Quem me dera não ser tão obcecada pela coerência. O lixado é que tentar ser coerente é, demasiadas vezes, absolutamente incoerente. Detesto sentir-me manipulada e ter a noção que andamos todos a ser constantemente manipulados*.

 

*também me questiono muitas vezes se não estou a ser maníaca. É muito difícil viver na minha cabeça

publicado às 11:32

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