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Rabiscos Soltos

Rabiscos Soltos

Não querem saber, pois não?

A todos os que reviram os olhos quando digo que "gosto de chuva",

 

Caríssimos, 

Soubésseis vós o que é acordar com dor de cabeça e assim continuar todas as horas, minutos e segundos do dia...

Soubésseis vós que estas horas se parecem multiplicar, esticar e tornar-se eternas enquanto aquela dor que começa por ser uma moinha irritante se avoluma, cresce e às tantas parece uma ceifeira debulhadora a dar-me cabo dos neurónios, que, infelizes, entram em greve e me fazem sentir burra...

Soubésseis vós o quanto, nestes dias, o sol me agride, me faz sentir que os olhos vão saltar das órbitas tal qual um boneco animado...

Soubésseis vós o quanto as putas das alergias me incomodam e tornam infeliz...

Soubésseis vós isso e provavelmente continuariam a revirar os olhinhos quando eu digo que gosto de chuva, continuavam a chorar por sol e primavera o ano inteiro.

E eu, depois de 3 dias disto, só consigo dizer, inverno, volta, por favor.

E antes que me digam: "anti-histamínicos" eu digo já que esses que comprimidos dos céus me dão um sono terrível, incapacitante e que é absolutamente impossível tomar algum durante o dia. Mas assim que chegar a casa tomo 1, aterro no sofá e morro para o mundo até amanhã.

Hoje está especialmente mau.

Espero que me compreendam um bocadinho melhor agora,

P.

 

publicado às 15:15

ah e tal, dia da Liberdade

E feriado. E está um dia de Verão. Logo à noite as reportagens vão ser todas de gente na praia e a laurear a pevide por aí.

Eu estou a trabalhar. E trabalhei mesmo muito. Tinha hoje 2 prazos e estão ambos cumpridos (considerando que o prazo era às 23:59, não me dei mal).

Isso é que é liberdade.

publicado às 16:58

Tristeza rima com fado

Acho que já cresci o suficiente para gostar de fado. Não sou grande conhecedora e, talvez porque comecei tarde a gostar de fado, gosto mais dos fadistas da minha geração que dos outros. 

Na rádio passam os fados da moda, os fados que pouco cantam o destino, fados alegres, divertidos e eu até gosto. Mas a verdade é que tristeza rima com fado e sem tristeza não há fado. E acabo sempre por voltar ao meu fado favorito.

Havia a solidão da prece no olhar triste
Como se os seus olhos fossem as portas do pranto

 

publicado às 12:14

Palavras

As palavras são só palavras, excepto às vezes em que deixam de ser só palavras e se tornam outra coisa qualquer.

As palavras que eram só palavras e nas bocas de uns se tornam insultos, armas ou pedras, começam a carregar um peso que não têm, que nunca tiveram e que não deveriam ter. 

E o problema é que, às tantas, para não usarmos palavras que se tornaram armas nas bocas de outros, deixamos de usar essas palavras, limitamos a nossa capacidade de comunicação, distorcemos sentidos, intenções e ficamos com medo das palavras.

Eu não gosto de ter medo das palavras. Compreendo e fico maravilhada com o poder das palavras mas recuso-me a discriminá-las. Recuso-me a limitar o meu mundo, porque o meu mundo de sonho é composto por palavras, por tantas palavras. E sei que cada uma dessas palavras tem o peso que lhe é atribuído por quem as diz, por quem as ouve. Por isso pauto a minha vida pelo peso que eu dou às palavras e não pelo peso que alguém, algures, decidiu que elas tinham.

publicado às 15:42

Alienação de direitos

Ainda fico surpreendida quando me apercebo que há tanta gente, e gente supostamente informada, que não vê mal em expor em blogs e redes sociais as caras e personalidades dos filhos e pais. Crianças e adolescentes, pais e avós, que sem terem o direito de escolha têm os seus 0,5 microssegundos de pseudo-fama são expostos e virtualmente dissecados por amigos, leitores e afins. Não percebo as homenagens aos mortos (pf, deixem-me em paz e na companhia da bicharada quando eu morrer, tá?), os RIP* virtuais, os Parabéns virtuais a pessoas que nem sabem o que é o facebook. No dia da mãe vamos assistir mais uma vez (vamos  é como quem diz, que eu espero andar na folia nesse dia e nem sequer ligar a internet) à sucessão de fotos "mãezinha querida", sendo que a querida mãzinha de alguns estará sozinha em casa só com direito a um telefonema rápido.

Já eu assusto-me todos os dias com a facilidade com que o direito à privacidade e à individualidade nos é retirado ("mas se é a bem da segurança"**) e ainda mais com a facilidade com que nós oferecemos informações e dados pessoais. 

 

 * as siglas nos cemitérios fascinam-me -sim, sou uma pessoa estranha - e no outro dia passei imenso tempo até descobrir o que queria dizer PNAM numa lápide. Mas nada bate o "e o diabo o levou" que um dia encontrei.

**torno-me violenta se me dizem isto novamente

publicado às 10:24

WIP

Primeiro o baque que me faz enrolar como se fosse um bicho de conta, depois a vontade de desistir, de retaliar, de espernear. Depois o silêncio. O cigarro à janela. Impressionante como se pensa melhor a fumar um cigarro à janela a meio da noite. Mas o melhor remédio é sempre trabalhar. Há dias em que fico feliz por ter um monte de coisas por fazer e ir despachando cenas do "post-it" como se não houvesse amanhã. E pensar que tudo na vida é "work in progress", seja ou não literal.

 

 

 

publicado às 12:07

Cansaço

Começar a semana mais cansada do que acabei a anterior pode ser estranho mas acontece-me amiúde. A verdade é que estou presa por arames e os desgraçados começam a partir-se. Da última vez que me senti assim foi há mais ou menos 1 ano e, na altura, tirei 3 dias para dormir e ler - não fiz absolutamente mais nada nesses dias. Mas desta vez a coisa é mais difícil porque estou a começar um projeto que só terminará no dia 24 de Junho. Até é uma espécie de contrarrelógio que me vai obrigar a algum esforço adicional.

Na semana que passou estiquei a corda. Mesmo. E apercebi-me disso no sábado quando, às 18 horas, me apetecia esganar toda a gente, só queria ir deitar-me e esquecer-me que havia gente no mundo. E não podia. Não o pude fazer. Aguentei-me até que, ontem à noite, cheguei a minha casa. Aí, desabei no sofá.

Para já vou entrar em estágio: desligar telefone e computador impreterivelmente às 20h. Uma hora, no máximo, para me pôr a par das novidades antes do jantar e tentar passar o resto do tempo em silêncio. Deitar cedo e aproveitar para dormir. E ler. Ler é fundamental para o meu equilíbrio mental e a verdade é que não ando a conseguir fazê-lo. Comecei a ler o "Jonathan Strange e o Sr Norrel" há quase 2 meses e ainda não o acabei (é verdade que tem umas 900 páginas e vou quase na 700) apesar de estar a gostar imenso. 

 

publicado às 11:09

Multifacetado

Sempre admirei os trabalhadores-estudantes, quem acumula empregos, quem tem tempo (e acima de tudo vontade) para ações de voluntariado.

Mas olhem que não sei como alguns aguentam. Assim de repente, ser administrador disto e daquilo, dono disto e daquilo e ainda fazer uns favores ao país onde vive? O dia do querido DLM é de quantas horas mesmo? Não é mocinho que durma? Anda a fugir da cara-metade, filhos e afins?

Mais do que saber quanto vai ganhar pelo contrato que vai fazer o favor de assinar (deve estar muito desesperado, coitado, para ir aceitar mais um trabalho) eu queria era saber qual o horário de trabalho deste contrato.

Terá 35 ou 40 horas semanais?

publicado às 09:02

4 horas

foi o tempo que hoje, seguido, perdi entre  Skype e o Telefone. Cada vez que pensava que já não tinha nada pendente a merda do telefone tocava novamente. Skype, telefone e telemóvel. E nem sequer é o meu aniversário e não, não estou grávida (em tudo na minha vida a primeira pergunta é "mas estás grávida?")

Podemos voltar ao momento em que para falar com alguém tinha que ir à cabine telefónica mais perto e em que contava os impulsos gastos no cartão?

 

publicado às 21:25

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