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Rabiscos Soltos

Rabiscos Soltos

Picuinhices minhas

Anda metade do país em pânico pela hipótese de um acordo de esquerda e outra metade em euforia pela mesmíssima razão. Metade será certamente exagero fiquemo-nos por “metade de quem tem cor partidária”, porque boa parte da população não sabe, nem quer saber e ainda tem raiva de quem sabe ou pensa saber.

Já eu, que tenho mau feitio, passo a vida a preocupar-me com pecuinhices. A saber:

Disciplina de voto – ora se há coisa que me enerva (e já não é de agora, não vejam nisto um desejo obscuro de nada) é alguém votar no que lhe dizem para votar tendo que (ou escolhendo) ignorar a sua própria opinião. Não compreendo como se pode abertamente defender a disciplina de voto numa qualquer assembleia se a mera definição de assembleia tem implícita a pluralidade necessária a que a assembleia seja de facto representativa do que quer seja.

Digo eu que a disciplina de voto é ainda mais ridícula se tivermos em conta que é imposta a pessoas dentro de um partido – e teoricamente com cores políticas idênticas – democrático e que confia (já que foram propostas/aceites para dar a cara por esse partido) no bom senso e discernimento de quem o compõe.

A disciplina de voto na Assembleia da Republica – um órgão de soberania – representativo da população Portuguesa é algo que, na minha opinião, raia o crime. Um deputado “dar ordens” a outro deputado é algo que me parece contra a natureza do que se pretende obter com a existência deste órgão de Soberania.

 

Arco da Governação – Aqui admito a minha ignorância – sempre pensei que pertencessem ao Arco da governação todos os partidos políticos legais neste país, com especial incidência os que conseguem eleger deputados. Afinal há filhos e enteados, isto nas palavras do nosso Presidente da Republica. Mas em teoria não têm todos os partidos legais a possibilidade de governar – assim a maioria do eleitores decida dar-lhes a confiança? Que eu saiba isto não é o Vaticano, a assembleia não é a capela sistina para haver “papáveis” por aqui. Se bem que às vezes acho que não seria má ideia espetar todos os deputados na assembleia, fechar-lhe as portas e só os deixar sair quando houvesse fumo branco e uma solução para o país - podiamos experimentar numa altura de orçamento - só saiam quanto houvesse unanimidade (na pior da hipóteses viamo-nos livres deles para sempre)

 

(e podia continuar mas agora não me apetece, bom fim de semana para todos)

publicado às 17:46

Romãs

Este ano ainda não comi romãs.

Adoro romãs, é uma das minhas frutas preferidas (juntamente com nêsperas e anonas). Tenho paciência para as arranjar e enchar taças cheias para depois comer (sem açucar, sempre sem açucar) em frente à televisão, assim como quem come pipocas. E nunca deixo de me lembrar da minha avó, que me recebia tantas vezes com taças de romãs.

Este ano ainda não comi romãs.

publicado às 12:47

...

Querida Embraigem,

Fomos felizes juntas, não fomos? Eu sei que te dei muito trabalho que sou menina de gostar de travar com o motor, são manias que quem viu muita gente enfiar a fronha ribanceira abaixo na serra, sabes lá tu o que é andar às marradas com uma azinheira ou um sobreiro ou, na loucura, um eucalipto. Mas nunca me esqueci de pôr o pé no pedal certo, nem tiveste que me dar roncos por deixar o carro ir abaixo. Sempre fomos amigas e o meu ponto de embraiagem é um primor. 

Então o que foi isto agora? Espero que ainda não seja desta que vás desta para melhor (acredita que o céu das peças de carro não é lá essas coisas, ok?), que recuperes a saúde e que ainda partilhemos muitos kms juntas.

Beijinho, beijinho, 

desta que está aqui de coração apertadinho à espera do veredito final

publicado às 22:40

era uma coisa e depois saiu outra*

Fará amanhã 12 anos que comecei a trabalhar. Desde aí tive a sorte de apenas estar 1 dia desempregada (e por escolha própria, 1 dia entre contratos) e de adorar o que faço. Apaixonei-me dia 27 de Outubro de 2003 por esta industria e continuo ainda hoje fascinada. E como costumo dizer, porque não tenho falsa modéstias, adoro e sou boa no que faço.

É um privilégio que poucos conhecem - ter passado toda a vida laboral a gostar do que fazemos e vir para o escritório nunca foi um sacrifício. Há dias em que custa mais mas ainda assim sinto-me feliz sempre que começo a trabalhar.

 

BravoOscarMike  DeltaIndiaAlpha**

 

*ia escrever um post a dizer que hoje me custou horrores vir trabalhar  porque estou farta de algumas pessoas com as quais tenho que lidar - e tenho a certeza que elas estão fartas de mim.

 

** Um bocadinho do que aprendi no dia 27/10/2003 - cheguei a casa a dizer mal da minha vida, até o alfabeto ia ter que aprender do zero

publicado às 10:38

Não há coincidências (ou Desisto, que se lixe)

O JJ foi eleito homem do ano por uma revista qualquer.

Não é possível fazer uma chamada de atenção para um erro de ortografia sem que haja um comentário do género: "és tão picuinhas", "lá estás tu com a mania", "epá, o que é que isso interessa", "não sejas assim, toda a gente se engana",

Um blog de que gosto, de alguém que admiro e que escreve admiravelmente e que é publicamente contra o AO e que tem livros publicados, etc, etc escreveu "á"

 

(eu também dou erros, sim. Muitos. Mais do que a maioria das pessoas, provavelmente. Acho que a diferença é que eu tenho vergonha sempre que acontece e tento efetivamente melhorar)

 

(e sim, farto-me de escrever nos blogs sobre isso porque já posso falar nisso em lado nenhum)

publicado às 15:41

cansativo, só vos digo isso

E aquelas pessoas que já tomaram aquele medicamentos que estamos a tomar, cuja dor de cabeça é sempre mais forte (até há mulheres que já tiveram problemas na próstata - true story), que têm sempre uma história melhor, que "por acaso" era mesmo isso que iam dizer (e não é como o meu marido que verbaliza aquilo em que eu estou a pensar, até "mete nervos"), que têm sempre que falar mais alto, ter a última palavra. Enfim.

publicado às 17:46

tenho pelo menos mais meia dúzia de cabelos brancos

O problema de ler muitos livros é que a imaginação é estimulada. O problema de ler policiais é o que nos passa pela cabeça quando alguém que nunca (repito, NUNCA) faltou a um compromisso sem avisar antes não só não aparece como não atente o telemovel. E aqueles minutos/horas em que se vai riscando da lista todas as explicações "positivas" são desesperantes. A altura dos telefonemas para o hospital dá cabo de mim e esse medo só é amenizado pela explicação que depois aparece. 

Ok, eu sabia que não era por um bom motivo que ela faltou ao compromisso mas ainda assim a coisa correu bem.

Desta brincadeira ficaram provadas várias coisas: conheço-a bem e não entro em pânico sem razão; tenho uma sorte dos diabos porque acertar no hospital à primeira tentativa e precisamente na hora em que ela estava, por mero acaso, ao lado da pessoa que atendeu o meu telefonema é obra e leio demaiados livros (mais especificamente policiais). É que era muito mais saudável para o meu espiríto não ter uma imaginação tão em forma.

publicado às 11:33

Não interessa a minha opinião

De facto não interessa a opinião de ninguém em particular mas sim do povo enquanto entidade. Por isso é tão mas tão triste (e esclarecedor ao mesmo tempo) a confusão que por aí anda em relação ao novo governo e aos acordos e afins. Da esquerda à direita digam-me lá: acreditam mesmo no que dizem ou dizem apenas para ver se os outros acreditam e por milagre se torna realidade?

 

Digo eu: as possibilidades estão consagradas na lei/constituição, não estão? Então calem-se e arranjem soluções. Em bom Português: isso é tudo conversa fiada.

publicado às 16:15

inveja

Sofro disso quando leio alguns textos. Não sei o que é mais triste, se a falta de talento para a coisa se a noção da falta de talento. Se é verdade que a noção da falta de talento para, por exemplo, o canto me livra todos os dias de fazer figuras tristes  também é verdade que a falta de talento para a escrita me impede de me divertir pôr no papel o que me vai na alma (também de me impede de publicar um livro em gráficas feito editoras mas essa é a parte boa de ter "noção da realidade").

publicado às 16:27

pimenta ou médicos de pacotilha

E o que me irrita que me digam, de cada vez que espirro, que "isso é alergia"? Agora é tudo alergia e somos alérgicos a tudo. Toda a gente se auto-medica para as alergias e uma simples constipação que antes se tratava com mel e limão e muito liquidos agora é sinónimo de medicamentos em barda para as alergias.

E olhem que eu tenho muitas alergias... todas devidamente diagnosticadas por um médico alergologista. E sei bem, demasiado bem os sintomas das minhas alergias, reconheço-as à légua e surpresa das surpresas.... às vezes constipo-me e na loucura até estou engripada. 

E uma das alergias que tenho é a gatos. Como a trato: tendo um gato (que por acaso até está a precisar de ser escovado). E fiquei feliz quando um pediatra me disse (não, não estou grávida) que "havendo um gato em casa, um gaiato não desenvolve alergias a gatos. Se o gato lá está antes do puto, continua a estar depois e não há nenhum problema" e que o problema "é quando o gato chega depois do puto".

publicado às 15:08

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