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Rabiscos Soltos

Rabiscos Soltos

ZéGato's update

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Apesar de infeliz, estamos muito mais calmos, activos e mimados. Segundo o dono, a parabólica já lhe permite apanhar a rádio moscovo. A alteração para o candeeiro de gama superior (12,5 cm) foi mais pacífica do que poderiamos pensar ou sequer sonhar. 

E finalmente já dormimos decentemente. Aliás ontem e hoje pouco mais se fez nesta casa.

Agora é ficar bom depressa para nos livrarmos desta cena e voltarmos à programação habitual

 

publicado às 17:12

A minha vida é isto

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Desde domingo que tenho um gato infeliz, deprimido e que me odeia. 

Porque tem uma ferida que para sarar não pode ser lambida teve que levar o funil, objecto tão odiado pelos gatos em geral e pelo meu em particular. 

Para além do filme de terror que foi pôr-lhe esta coisa, os últimos dias têm sido pavorosos. 

Para comer foi um castigo, para beber ainda mais (e eu em pânico que ficasse desidratado... até lhe enfiei água goela abaixo com uma seringa), para ir à casa de banho todo um sarilho ("ai que ainda arranja um problema de rins"), enfim, deu para tudo. E como podem ver sou pessoa para panicar muito facilmente com este gato. Mas acabámos por nos ir habituando (uns mais do que outros) e ele começa a conseguir fazer algumas coisas com o funil. Sob protesto, mas faz.

Aliás, conseguem imaginar uma das primeiras coisas que o meu gato aprendeu a fazer?

Não foi andar sem ser pelos cantos a tentar tirar aquilo. Também não foi andar com a cabeça no ar para não bater com os cornos no chão.

Não. O filho da puta o gato mai lindo do mundo já consegue ... chegar à ponta da ferida para a lamber e prolongar.

 

Tenho que ir hoje comprar um funil maior para lhe pôr e vai tudo começar outra vez.

A minha vida é isto.

 

publicado às 08:41

O que é demais enjoa

"Falem mal, mas falem" ou "não há má publicidade" são máximas que muito boa gente segue religiosamente. Não concordo mas compreendo (e tantas vezes lhes tiro o chapéu - veja-se o dono de uma certa companhia aérea).

Mas se há coisinha que me enjoa é a publicidade feita por favor. Ou pelo menos com boa intenção. É que o tiro sai completamente ao lado. 

Ptto escolho para mim, hoje, a máxima : "De boas intenções está o inferno cheio"

publicado às 17:53

Quem nunca?

Quem nunca imaginou a situação de, assertivamente, com toda a calma do mundo, com conta, peso e medida, dizer à pessoa certa tudo aquilo que essa pessoa precisava (mas na realidade não queria) ouvir?

Não desesperem. Um dia pode acontecer. True Story.

publicado às 14:45

Em defesa do inverno

Temos que amar este nosso inverno que, às vezes, nos dá presentes destes. Dias soalheiros, quentes, que nos permitem rir do verão dos outros, dos nórdicos que, de calções e sandálias, se passeiam felizes pelo nosso inverno. 

Temos que amar este inverno que nos permite ter flores, confundidas com a data, a dar um ar de sua graça nos campos.

Temos que amar este inverno que nos deixa secar a roupa pesada de lã que se acumulava no cesto e que secávamos à má fila em frente à lareira. 

Temos que amar este inverno que, esperemos, ainda nos trará chuva e frio porque..., raisparta, ainda é Março e não Maio ou Junho para isto ser mais do que um presente fofinho e agradável.

(E se eu defendo o inverno com este calor espero que vocês, que dizem amar o Verão, o defendam nos dias de chuva e temperatura amena. Não posso ser eu a fazer tudo, ok?)

publicado às 14:37

Dia Internacional da Mulher

Para a maioria dos meus amigos (sem distinção de género) ser feminista e não querer “comemorar” o dia Internacional da mulher é apenas uma das minhas excentricidades. Afinal, eu não tenho nada de que me queixar: tenho um bom emprego, liberdade para ser o quiser, para pensar o quiser, um marido que me “ajuda” imenso e com o qual faço uma equipa 5 estrelas.

Ser feminista é a minha excentricidade e defeito mais ou menos aceite (já sabem que neste dia me vão ouvir falar em mutilação genital feminina - leiam este texto, pf). O paternalismo com que dizem “lá estás tu” ou “cuidado que a Pat é toda feminista” deixa-me à beira de um ataque de nervos e na maioria das vezes a minha resposta não passa de um olhar mortífero.

Sempre que se aproxima o Dia Internacional da Mulher começam a aparecer textos, crónicas, notícias, números e brincadeiras.

Os números, infelizmente, reflectem uma realidade de desigualdades, de morte e de discriminação associada ao género. E se é verdade que nos países da Europa as coisas estão maravilhosas comparativamente com o que se passa nalguns sítios, também é verdade que na Europa (e em Portugal em particular) os números são claros: não há ainda igualdade de género.

A maioria dos textos que tenho lido vão no sentido que considero correcto: na exposição das desigualdades e na tentativa de dar mais um passo até que haja igualdade (na diferença) de géneros; igualdade nos deveres, igualdade nas oportunidades.

Mas tenho-me vindo a aperceber de uma tendência cada vez mais patente nas palavras e que me preocupa um pouco.

Confundir feminismo com histerismo; compartimentar as feministas como as “loucas das casa” que se acham superiores aos homens, ridicularizar uma luta pela igualdade desvalorizando-a, assumindo um tom paternalista de “coitadas, falta-lhes sentido de humor”, pegando em áreas onde as mulheres se começaram a destacar e arranjando “desculpas” e argumentos para demonstrar que isso só acontece porque a sociedade as está a proteger. A cereja no topo do bolo para mim é sempre a desvalorização da violência sobre as mulheres porque “há muitos homens que são agredidos pelas mulheres e calam por vergonha", como se os números se pudessem igualar ou uma coisa compensasse a outra.

Nenhuma feminista diz que as mulheres são melhores que os homens. Mas aparentemente dizermos que, em deveres, direitos e oportunidades são iguais, assusta tremendamente uma parte da sociedade (também aqui, sem diferenciação de género).

publicado às 14:40

Ainda faz sentido o dia internacional da mulher?

Há quem insista em ignorar que, em grande parte do mundo, as mulheres são consideradas inferiores aos homens, com estatuto de objecto ou de mamífero não humano por exemplo, que a Mutilação Genital Feminina é uma realidade em muitos países (no nosso, por exemplo, feito à socapa e à margem da lei), que o salário médio das mulheres é inferior ao dos homens, que a maioria das vítimas de violência doméstica são mulheres e que acha que o Dia Internacional da Mulher é uma estupidez ou, na melhor da hipóteses, um dia para celebrar o ser mulher.  Há quem ache que feminismo é sinónimo de histeria. Há quem até admita que nalguns países faz sentido lutar pelos direitos das mulheres mas que em Portugal e noutros países "desenvolvidos" esta luta já não faz sentido.

Mesmo ignorando isto tudo, mas tendo em consideração que há quem diga, em pleno parlamento europeu, que os salários das mulheres deve ser inferior porque nós somos mais fracas e menos inteligentes, que num país europeu se discute a obrigatoriedade das mulheres usarem saltos e que a Emma Watson anda a ser insultada porque se diz feminista e tirou uma foto meio descascada (aparentemente as coisas são incompatíveis mas ainda não percebi bem porquê, deve ser porque sou fraca, pouco inteligente e vou trabalhar montes de vezes de ténis) então diria que o Dia Internacional Da Mulher faz todo o sentido.

publicado às 16:37

A melhor arma é o silêncio

Acredito mesmo nisto.

A melhor arma contra a palavra é o silêncio.

É certo que nem sempre é a necessária, às vezes o silêncio não chega quando em contraste com a monstruosidade das palavras, contra o negrume dos actos. Mas isso é outra história.

Mas contra as palavras venenosas de gente pequena? Aí não tenho dúvidas. O silêncio é mesmo a melhor arma.

Todos os dias leio palavras feias, daquelas que magoam, que destroem. Mas não as leio pela mão de quem as escreveu, vou aos poucos excluindo essas pessoas da minha vida, mas sim pela mão de quem as critica, de quem se insurge contra elas. Às vezes ao insurgir-se, limitam-se a propagar.

Sou, e sempre serei, a favor da liberdade de expressão. E como tantas vezes se cita quando se fala de liberdade de expressão "sempre lutarei para que tenhas a liberdade de dizer algo com o qual não concordo". Ser a favor da liberdade de expressão implica aceitar que outros digam coisas que nos magoam, com as quais não concordamos. E contra estas palavras escolho o silêncio.

O meu silêncio não significa que compactue com mensagens racistas, misóginas, homofóbicas, xenófobas. O meu silêncio é mais eficaz que as minhas palavras. O meu silêncio impede que eu seja um elo na propagação dessa mensagem. O meu silêncio significa o meu repúdio contra essa mensagem. O meu silêncio significa que não dou voz a essas vozes.

 

publicado às 13:04

em noite de óscares...

Tivemos por cá o festival da canção. Uma das meias finais, pelo menos. Penoso, para dizer a verdade.

Na verdade aquilo foi mais um desfilar dos concorrentes do The Voice mas em mau. E um aproveitamento da loucura que as adolescentes (e as menos adolescentes) com as hormonas aos saltos e saldo no telemóvel têm em relação a uns certos meninos que andam por aí. 

Enfim... espero que ao menos ganhe uma música em Português, se é para representar Portugal que seja uma música que todos os Portugueses compreendam.

 

 

 

publicado às 21:41

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